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sábado, 6 DE dezembro DE 2025

Sudão: pastor agredido durante culto é acusado de perturbar a paz

Cristãos reunidos mo Sudão - Portas Abertas

Duas mulheres ficaram feridas durante o ato de violência. O país está na 13ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2022

Por Patricia Scott 

A Igreja Sudanesa de Cristo (SCOC), em Al Hag Abdalla, em Madani, estado de Al Jazirah Igreja, sofreu ataque por extremistas islâmicos, no último dia 10 de abril. Três pessoas foram agredidas, incluindo o pastor. Ele é acusado de perturbar a paz. O Sudão aparece em 13º lugar na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022, elaborada por Portas Abertas. A população cristã do país é estimada em 2 milhões. Ou seja, 4,5% da população total de mais de 43 milhões.

Três extremistas muçulmanos interromperam o culto. Eles eram liderados por um homem conhecido como Banaga, que deu um soco no pastor, rasgou sua camisa e agrediu duas mulheres, informou o advogado do pastor, Shanabo Awad. Os outros dois agressores rasgaram Bíblias e quebraram cadeiras. Das duas mulheres atacadas, membros da igreja, uma sofreu cortes na boca, e a outra ferimentos nas mãos. Elas precisaram de atendimento médico.

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O pastor Stephanou Adil Kujo, assim como as outras vítimas, foi à polícia para registrar uma queixa. No entanto, o líder religioso foi acusado de perturbar a paz e gerar confusão pública, segundo o advogado Awad. Ele informou ainda que Banaga enfrenta as mesmas acusações.

A Christian Solidarity Worldwide (CSW) divulgou que, no último 3 de abril, extremistas impediram os membros da igreja de entrar no prédio. O advogado Awad afirmou que os homens alegaram que o local pertencia a muçulmanos. No entanto, os líderes da localidade afirmam que a instalação é de propriedade da Igreja Católica, que a disponibiliza para a comunidade cristã para adoração e outras atividades.

Governo sudanês
Com o fim da ditadura islâmica sob o comando do ex-presidente Omar al-Bashir, em 2019, após dois anos de avanços na liberdade religiosa no Sudão, o espectro da perseguição aos cristãos patrocinada pelo Estado retornou. Isso ocorre desde o golpe militar em 25 de outubro de 2021.

Depois de 30 anos no poder, Bashir foi deposto em abril de 2019. O governo civil-militar de transição conseguiu desfazer algumas disposições da sharia (lei islâmica). Ele proibiu a rotulação de qualquer grupo religioso como “infiel”. Dessa forma, rescindiu efetivamente as leis de apostasia que tornavam o abandono do Islã punível com a morte.

Com o golpe de 25 de outubro de 2021, os cristãos no Sudão temem o retorno dos aspectos mais repressivos e duros da lei islâmica. Abdalla Hamdok, que liderou um governo de transição como primeiro-ministro a partir de setembro de 2019, foi detido em prisão domiciliar por quase um mês antes de ser libertado e reintegrado a partir de um tênue acordo de compartilhamento de poder em novembro de 2021. Hamdock foi confrontado com a erradicação da corrupção de longa data e um “estado profundo” islâmico do regime de Bashir – o mesmo que é suspeito de erradicar o governo de transição no golpe de 25 de outubro.

Vale lembrar que a perseguição de cristãos por atores não estatais continuou antes e depois do golpe do ano passado. O Relatório de Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado dos EUA aponta que as condições melhoraram um pouco com a descriminalização da apostasia e a suspensão da demolição de igrejas, mas que o Islã conservador ainda domina a sociedade, sem contar que os cristãos enfrentam discriminação, incluindo problemas na obtenção de licenças para a construção de igrejas.

Com informações Christian Headlines

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