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Submissão ou subversão? Mesmo na pandemia, a “via” tem mão dupla

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“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?”

Aqui, submissão implica obediência e subversão desobediência. No mundo cristão prevaricação ou sincretismo tem consequências, até porque a palavra grega Κύριος, traduzida como Senhor, indica reverência ao Único Soberano que tudo governa.

Buscando nos registros históricos, constamos que no Império Romano o “culto a César” era obrigatório, e a recusa uma traição em potencial. Quanto às relações interpessoais, cumprimentava-se dessa forma: “César é o senhor!” e a outra pessoa respondia: “Sim, César é o senhor!”. Além de não prestar culto a César, um cristão, em seus contatos, dizia: “Jesus é o Senhor!”. Em parte, isso explica a aversão do imperador pelos cristãos.

O dilema dos cristãos romanos era: honrar a César ou a Jesus? A História mostra que eles, ao fazerem a escolha certa, pagaram o preço, sendo perseguidos e mortos. Com certeza, o servo que não dignifica seu senhor, no mínimo, é desobediente. Os cristãos romanos optaram pela desobediência a César; e, pela obediência a Deus.

Em Lucas 6: 46 Jesus questionou: “E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?”. Com efeito, chamar Jesus de Senhor e apresentar um comportamento dissonante denota incoerência com uma vida marcada pela cruz. Contribui para escandalizar a obra Santa. Em verdade, muitas das vezes a religiosidade chega perto do Calvário, mas fica somente nisso.  Como diz o clássico hino: “Tão perto do Reino, mas sem salvação”.

Quando Jesus disse “Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6: 33), Ele estava nos dando uma ordem. Quando Jesus disse “Ser-me-eis testemunhas […]” (Atos 1:8), Ele estava nos dando uma ordem. Quando Jesus disse “Ameis uns aos outros, assim como eu vos amei […]” (João 13: 34), Ele estava nos dando  uma ordem.

Os cristãos de Roma foram submetidos a uma prova, e aprovados. Penso que neste tempo sombrio, nós também estamos à prova, embora diferente em sua forma, idêntica no conteúdo, a exigir-nos obediência. Independentemente das circunstâncias, a razão maior de estarmos neste mundo é a realização da vontade de Deus, obedecendo-O incondicionalmente.  Do contrário, será melhor não chamarmos Jesus de Senhor.

Hoje em dia, vendo as pessoas protegendo-se com os parcos recursos de que dispõem, percebemos, claramente, olhares vazios e perdidos no horizonte. Fato é que nossos sistemas social, econômico e financeiro, até então, considerados robustos, num piscar de olhos, tornaram-se mais débeis do que uma vara de bambu, expondo a fragilidade de nossa força e a insensatez de nossa sabedoria; enquanto que, multidões brotam numerosas em todos os rincões deste mundo, acalentando desesperança, sobrevivendo com incertezas, e afogando seus mais legítimos sonhos no oceano tenebroso da desilusão.

Quer queiramos, quer não, a pandemia COVID-19 é um fenômeno de potencial destrutivo dantesco com consequências estarrecedoras que assola a todos nós. Com o isolamento forçado, atrelado à massificação midiática, mudanças bruscas de comportamento com incidências de transtornos mentais são inevitáveis.  O risco de os efeitos colaterais da profilaxia serem mais danosos do que a própria doença não pode ser ignorado.

Contudo, dependendo do nível de nossa percepção, em face dessa tragédia, sensibilizados pelo Espírito, podemos ser despertados para uma missão especial que é exclusivamente nossa, enquanto cristãos, porque a nossa esperança que não se limita a esta vida somente (I Coríntios 15: 19) deve ser compartilhada. As Escrituras nos orientam: “Consolai-vos uns aos outros […]” (I Tessalonicenses 4:18) e, quanto à multidão, o Mestre diz: “Dai-lhes vós de comer” (Lucas 9:13). Seremos obedientes ou desobedientes?

Urge que conscientizemo-nos de que somos instados a viver um cristianismo verdadeiro, obedientemente, observando os ensinos do Mestre. Seguidores acomodados têm de se movimentar em direção a uma pró-atividade que influencia o ambiente. Precisamos orar mais para que o Espírito nos toque, de forma tal a sentirmos motivados a fazer a diferença que faz a diferença na prática, quando tantos estão em apuros, mostrando-lhes que “as aflições deste tempo presente não se pode comparar à glória que em nós será revelada” (Romanos 8: 18).

Caso contrário, prestaremos um desserviço ao Pai Celestial. A faixa que separa a submissão da subversão romper-se-á. Sem darmo-nos conta, passando de largo, ante a dor alheia, como que contaminados pelo vírus da insensibilidade, semelhantemente ao Sacerdote e ao Levita (Lucas 31: 32), estaremos submissos a César, o senhor do mundo. Seremos como servos inúteis (Mateus 25: 30), abomináveis aos olhos do Altíssimo (Tito 1: 16).

Que Deus nos abençoe e, sobretudo, ajude-nos a sermos servos úteis, obedientes para a Glória e Honra de Seu nome, pois tantos e tantos estão precisando do sal e da luz que devemos ser (Mateus 5: 13 e 14).

“Conta-se que em certa região, havia um sábio muitíssimo respeitado. Um jovem que se julgava esperto resolveu desafiá-lo. Então pensou consigo: segurarei um pequeno passarinho em minha mão, e me apresentarei ao sábio com ela no bolso. Perguntarei a ele: o que tenho na mão que está no bolso? Se ele acertar, perguntarei se o passarinho está vivo ou morto. Caso ele diga que está vivo, eu mato o pássaro; se ele disser que está morto, eu o apresento vivo. A primeira pergunta o sábio acertou. Na segunda, o sábio respondeu: ‘Isso depende de você’’”.

Finalizando, em nosso contexto, submissão a Cristo tem tudo a ver com ação (vida); e subversão com inação (morte). Depois da COVID-19 o mundo estará espiritualmente vivo ou morto? ─ Isso depende de mim, e de você. Lembre-se: a “via” tem mão dupla. Em qual delas seguiremos? A escolha é minha, é sua.

Clovis Rosa Nery é Psicólogo e administrador de empresas e autor de vários livros, disponíveis no site: www.amazon.com.br

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