Luto! O sofrimento de fechar uma igreja

Foto: karl fredrickson
Foto: karl fredrickson

Como processar o sofrimento único de fechar uma igreja

Uma pesquisa sugere que cerca de 1% das igrejas americanas fecham a cada ano. Em média isso significa que mais de dez igrejas fecham suas portas todos os dias no país.

A Primeira Igreja Unida de Cristo em Bridgeport, Connecticut, fundada em novembro de 1894, décadas antes do seu fechamento realizava dois cultos no domingo e centenas de adoradores participavam regularmente das reuniões.

O declínio no número de fiéis ocorreu devido a doenças, envelhecimento e mudanças de hábito das pessoas, o que impediu a família da igreja de sustentar a vida espiritual e prática de seus membros.

Alguns fatores relacionados ao fechamento de uma igreja, devem ser tratados com cautela, pois quando o processo não é conduzido de maneira saudável, pode soar incerto ou ambíguo.

LUTO PASTORAL

Um pastor com uma igreja prestes a fechar precisa de garantias semelhantes às de alguém que sofreu um aborto espontâneo, ou sofreu com o desaparecimento de um ente querido.

Susan M. Pfeil, pastora da Primeira Igreja Unida de Cristo em Bridgeport, reconheceu que houve um sentimento agridoce ao realizar a transição de uma pequena congregação para uma comunidade dispersa.

Inicialmente Pfeil não queria falar sobre o assunto com outros clérigos, pois era compartilhar um sentimento de vergonha e fracasso ministerial.

Segundo o professor de psicologia e aconselhamento Kenneth Doka, o luto desprovido dos direitos é algo que não soa bem publicamente.

“O luto que as pessoas experimentam quando incorrem em uma perda que não é ou não pode ser reconhecida abertamente, lamentada publicamente ou apoiada socialmente”, revelou.

Estar sujeito ao ressentimento de ex-congregantes pode ocorrer, pois ao surgir uma crise o pastor não estará mais ali para ajuda-los.

RESTAURAÇÃO

Segundo a pastora Susan, o processo de restauração, ocorreu nos dois últimos anos, e sua identidade foi renovada por meio de uma combinação de recursos.

Além disso, ela foi convidada para dar aula em um curso sobre os Salmos no seminário, participou de pastorados de curto prazo, e aceitou convites para pregar e apresentou oficinas sobre o que fazer entre o fechamento de uma igreja e buscar renovo no senso de chamada.

Ter apoio formal e informal de outros pastores durante o período de descanso, certamente ajuda o clero a encontrar novas maneiras de nutrir seus dons e experimentar a bênção de Deus contínua de Deus.

Quando uma igreja fecha, a identidade pastoral entra em período de descanso, em um tempo de seca. De acordo com João Calvino, revigorar a identidade pastoral pode exigir que nos tornemos como o fazendeiro que aguarda uma “bênção celestial” por mais um período para florescer.

*Da Redação de Comunhão, com informações de Christianity Today


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