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sábado, 31 julho 2021

Sinal vermelho: a pandemia e a violência doméstica

A pandemia aproximou o agressor da vítima, passando mais tempo dentro de casa, com isso, milhares de mulheres sofre em silêncio sem poder denunciar

Por Marlon Max

No Espírito Santo, os casos de homicídios de mulheres coincidem com os períodos de agravamento da pandemia, a imposição de lockdown e o maior tempo de vivência dentro do lar. Dados fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública (SESP), apontam que 131 mulheres foram assassinadas desde o início de 2019 até abril deste ano.

Na Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), a Delegada-chefe Cláudia Dematté, diz que o número de denúncias no período da pandemia têm reduzido, mas isso não significa que a violência contra mulheres diminuiu. Dematté não descarta a hipótese que os casos estão sendo subnotificados. Entre os motivos, ela elenca o medo, já que o agressor – durante a pandemia, passou a estar mais tempo em casa, e também a dependência econômica que desestimula as vítimas de irem até a delegacia.

Ainda de acordo com a Delegada-chefe, a medida protetiva, que é o primeiro instrumento de proteção à mulher em risco, pode ser feito por Whatsapp, E-mail ou telefone. Para o Pastor Emerson Mafessoni, que dedica seu ministério ao pastoreio de homens promovendo conferencias e palestras, a agressão doméstica tem uma causa específica.

Segundo ele, o tema da violência está sempre presente nos aconselhamentos. Como pastor e terapeuta familiar, Mafessoni recebe centenas de casais em seu gabinete. De acordo com o pastor, as queixas podem estar sendo subnotificadas nas delegacias, mas nos aconselhamentos o número é cada vez maior. Para ele, as agressões são subproduto de uma série de hábitos que veem principalmente da ociosidade.

“Aumentou e aumentará (a violência) ainda mais. Quanto mais ociosidade… mais álcool, drogas, pornografia, crimes sexuais, haverá mais violência doméstica”, frisa.

Para o pastor Emerson Mafessoni, o conselho para as mulheres é direto: “Não tolere nem encubra a violência. É comprovado que a medida protetiva na maioria dos casos funciona!” exclama.  Por meio do Ministério Escola de Homens, na qual já falou para mais de 20 mil homens no país, Mafessoni faz um trabalho de conscientização, visando a diminuição dos índices de violência contra a mulher no Brasil.

A orientação da Polícia Civil é que as vítimas de agressão acessem a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180. O serviço é válido em todo o Brasil, 24 horas por dia e gratuito. O anonimato é garantido, ressalta a polícia.

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