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quinta-feira, 30 maio 2024

Silas Malafaia diz que Alexandre de Moraes criou o “crime de opinião”

Malafaia falou para milhares de pessoas neste domingo, no Rio de janeiro. Foto: Reprodução / Mídias Sociais.

O pastor discursou ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, em manifestação realizada nesse domingo (21), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

Por Gustavo Costa

Em evento organizado nesse domingo (21) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Praia de Copacabana (RJ), o pastor Silas Malafaia não poupou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Mais de 50 mil pessoas participaram do evento.

Durante um discurso de quase meia hora, Malafaia acusou o ministro do STF de ter criado o “crime de opinião”. Condenou também os indiciamentos dos deputados Gilvan da Federal, do Espírito Santo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, por terem chamado de “ladrão” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pastor chamou atenção para o fato de o próprio Moraes ter entrado em rota de colisão com o PT e agora estar atuando de forma tão enérgica em defesa do partido.

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“Em 2016, o PT acusou Alexandre de Moraes, então ministro da Justiça de Temer, de golpista e de ter recebido R$ 4 milhões de uma empresa que estava sendo investigada pela PF. O PT insinuou que Alexandre de Moraes é corrupto. Sabe o que aconteceu? Nada! Nada! Em 2017, Alexandre de Moraes deu o troco no PT: numa faculdade, chamou os governos do partido de governos de ladrões, por isso foram colocados para fora. Também nesse período, o excelentíssimo senhor ministro do STF, Gilmar Mendes, disse que o Brasil era uma cleptocracia. Isso é, Estado governado por ladrões”, lembrou.

Silas Malafaia continuou, criticando o fato de opinião pode ser dada por uns e não por outros. “O atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso, disse no plenário do STF que a Lava Jato mostrou um dos maiores esquemas de corrupção do mundo. Gilmar Mendes chamou o PT de ladrão. Alexandre de Moraes chamou o PT de ladrão. Barroso chamou o PT de ladrão. E, agora, o deputado Nikolas e o deputado Gilvan foram indiciados?”.

Para o pastor, o Estado Democrático de Direito no Brasil está em perigo. “A partir da promulgação da Constituição de 1988, até março de 2019, o Brasil viveu uma democracia plena. Não tinha problema de dizer “Fora, Lula!”, “Fora, Temer!”, “Fora, FHC!, “Fora, Bolsonaro!”, “Abaixo o STF”. Agora isso mudou”, disse.

A minuta

Silas Malafaia ainda criticou duramente o que foi chamado de “minuta do golpe” pela imprensa. A minuta teria se dado em 7 de dezembro de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro, por meio de seu ministro da Defesa na época, Paulo Sérgio Nogueira, apresentou instrumentos jurídicos para contestar o resultado das eleições daquele ano ao general Marco Antônio Freire Gomes.

Na minuta, teriam sido decretados Estado de Sítio e Operação de Garantia da Lei e da Ordem. “Eu quero destruir essa bandidagem de minuta de golpe. Até o depoimento do ex-comandante do Exército, o general Freire Gomes. O jornal O Globo trouxe, em sua manchete: Bolsonaro propôs… propôs! Não mandou! Ele propôs um documento para a análise dos comandantes militares sobre GLO – Garantia da Lei e da Ordem, artigo 142 da Constituição. Estado de Defesa, Estado de Sítio, do artigo 136 ao 139. Onde é que está a ilegalidade? Em lugar nenhum o Bolsonaro apresentou um documento sugestivo para a análise dos comandantes militares. Minuta de golpe é a maior fake news da história política do Brasil! Bolsonaro não propôs golpe de Estado. E aí, se minuta de golpe é fake News, inquérito de pseudogolpe é uma farsa, farsa para atingir Jair Messias Bolsonaro”, destacou.

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