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sexta-feira, 12 abril 2024

Será que vale a pena?

 

F. Foto: Freepik
Fomos criados para adorar a Deus, mas eles nos deixa livres para fazermos nossas próprias escolhas. Foto: Freepik

Por José Ernesto Conti

Me foi dado o privilégio de participar semanalmente desta conceituada revista com artigos que nos fazem pensar e repensar, analisar e reanalisar aspectos importantes da vida cristã. Gostaria de começar abordando um dos aspectos mais importantes da vida cristã: Eu sou o Senhor, teu Deus! (Sl 81:10a).

Por razões óbvias, todo ser humano foi criado como um ser adorador. O Apóstolo Paulo nos diz em Rm 1:21ss que todo ser humano, mesmo quando tem conhecimento de Deus e não o glorificaram como Deus, mudando a glória de Deus em imagens de deuses esdrúxulos como aves, quadrupedes, répteis, para os adorarem, a conclusão que Paulo chega é bem simples: daremos um jeito de adorar a qualquer coisa, pois não conseguimos, como ser humano, ficar sem adorar a algo.

Está aqui a deixa que o Diabo precisava para, tentar, destruir nosso relacionamento com Deus. Não sabemos avaliar qual a importância da adoração no plano celeste, mas pelos exemplos bíblicos, temos uma leve percepção de que é algo fundamental. Se assim não fosse, o Diabo não tentaria colocar “seu trono” acima do trono de Deus (Is 14: 13-14), tão pouco, não arriscaria dar facilmente todos os reinos da terra, simplesmente para receber uma adoração de Cristo (Mt 4: 8-9).

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O mais interessante é que enquanto o Diabo luta com todas as forças, usando todas as armas disponíveis para ganhar essa batalha da adoração dos homens, Deus não age dessa forma. Deus apenas informa e esclarece sua opinião e espera que o ser humano seja, no mínimo, inteligente para avaliar qual seria o resultado em adorá-lo ou adorar o Diabo. Deus acredita no ser humano, mesmo que o pecado tenha nos deixado abalados e fragilizados. E ao longo de toda a Escritura, desde Abraão, deixou claro que não participaria dessa guerra insana de receber adoração, pela simples adoração, mas que adorá-lo deveria ser entendido pelo homem, como algo natural para o qual foi criado.

Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! (Sl 81:13). Essa é a atitude de Deus, como um Pai a espera que seus filhos se acheguem não por obrigação, medo ou para receber algo em troca, mas que façam uma escolha certa com base naquilo que foram criados. O papel do Diabo é empurrar a humanidade para a idolatria, o papel de Deus é esperar que você o adore por tudo que ele fez de graça, por você. A escolha é sua. Mas se escolher fazer a coisa certa, Deus lhe promete te sustentar com o trigo mais fino e com o mel mais doce (Sl 81:16). Acho que vale a pena adorar a Deus!

José Ernesto Conti é pastor Presbiteriano e escreve todas às terças-feiras em Comunhão.

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