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domingo, 11 abril 2021

Ser sal & luz

Talvez quando você estiver lendo essa coluna, ela já esteja desatualizada, mas vou arriscar. Finalmente foi escolhido um novo ministro da educação e o escolhido é um “pastor”. Depois da imprensa verificar e confirmar o currículo do novo pretendente, checar toda sua vida pública e privada, tentar descobrir os “podres” de sua carreira, encontraram, em um de seus sermões de 2016 (foram longe) algo desabonador e destruidor: ele defende o castigo físico para crianças.

Em outro sermão, ele foi mais enfático, disse que “o pai, segundo a Bíblia, é que aponta o caminho que a família vai”. Os tópicos acima foram publicados pelo jornal Folha de São Paulo e segundo eles, são conselhos inaceitáveis para uma sociedade moderna!

Não quero assustar o Rev. Milton, mas ele ainda não viu nada! Não há lugar para os conceitos bíblicos em nossa sociedade pós-sodomizada. Princípios bíblicos como aborto, homossexualidade, casamento, criação de filhos, padrão ético e moral, etc., se tornarão cada dia mais uma questão de opinião pessoal e ai daquele que discordar ou criticar. Além de tornar-se um “fóbico” será taxado de fundamentalista e retrógrado.

Mas quero hipotecar minha solidariedade ao novo ministro e dizer para ele que temos a obrigação em ser sal e luz DO MUNDO. Isso mesmo, ser sal dentro do saleiro é fácil, mas nosso país precisa, mais do que nunca, que a igreja seja protagonista em nossa sociedade, apesar de todos os riscos que o Rev. Milton está correndo. Sê tu uma bênção.


A igreja fora da realidade

Não sou favorável a visão apocalíptica de nossos tempos. Sem querer polemizar ou agredir a opinião de muitos em nosso meio, não creio na iminência do fim dos tempos e na verdade creio que a igreja ainda tem muito chão pela frente. Um dos sinais mais contundentes do fim dos tempos, a frieza espiritual, ainda não está abalada.

Mas, estou colocando a minha barba de molho por um bom motivo. A próxima revolução mundial. Estou chamando de próxima, por uma questão de linguagem, pois ela já está, neste momento, acontecendo em todo o mundo. Chama-se de comunicação 5G! No máximo em 2025 (não errei a data), o mundo que conhecemos hoje, não mais existirá.

As mudanças serão tão profundas, tão radicais, que vai alterar literalmente todo o nosso relacionamento humano. A crise da Covid-19 nada mais é do que nossa preparação para essa mudança mundial. Não vou entrar em detalhes técnicos aqui, pois a internet não esconde nada sobre esse assunto, ou melhor, tem o maior orgulho de mostrar o novo mundo que se avizinha.

Mas estou preocupado com a igreja no meio dessa mudança. Por razões óbvias somos muito mais lentos e muito mais resistentes às mudanças. Somos assim há 2.000 anos, e mudar é algo que angustia a todo cristão. Vamos lá: como 5G significa comunicação e como para transmitir nossa mensagem precisamos nos comunicar… entendeu? Se a igreja não se adaptar a nova comunicação, estará fora do jogo!


É uma questão de desobediência

Por mais esforço que faço, não consigo entender como a nação mais cristã do mundo é a nação mais racista. O que me agride é o fato dessa atitude ter sido influenciada a partir dos estados mais evangelizados e onde o cristianismo estava mais arraigado desde sua criação quando 102 puritanos (reformados) chegaram aos EUA em 1620.

A Bíblia sempre mostrou no VT um Deus que não faz acepção de pessoas. Paulo confirma em Rm 2:11 que “para com Deus não há acepção de pessoas”. Por isso ele diz que não há bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos (Cl 3:11). Tiago chega dizer que se fizermos acepção de pessoas “cometeis pecado, sendo arguidos pela lei como transgressores” (Tg 2:9).

Ora, se a Bíblia define que Deus não faz escolhas por causa da cor da pele nem por causa da situação financeira, porque os americanos que são a maior nação cristã do mundo e que tem a Bíblia como livro máximo, obedecem a outros mandamentos e desprezam esse?

Só há uma explicação plausível: desobediência aos princípios bíblicos. Sim, desprezam o ensino bíblico colocando os interesses pessoais e financeiros em primeiro lugar.

Qualquer forma de racismo é imoral e inaceitável. Sabemos que a sociedade moderna quer mudar muitos princípios bíblicos ajustando aos seus interesses, mas todo ser humano precisa ser respeitado da forma como a Bíblia exige. Isso é o mínimo.

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