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domingo, 3 julho 2022

Senado barra projeto para ampliar acesso ao aborto nos EUA, com 51 votos contra

Foto: Divulgação

A medida foi bloqueada com 49 votos a favor e 51 contra. Abortistas ameaçam e pressionam ministros do Supremo. 

O Senado dos Estados Unidos barrou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei apresentado pelos democratas para ampliar o acesso ao aborto no país. A medida, que previa o direito das mulheres ao acesso ao aborto em nível federal, precisava obter 60 votos para ser aprovada, mas foi bloqueada com 49 votos a favor e 51 contra.

Todos os republicanos votaram contra, enquanto que, no grupo de democratas, apenas o senador Joe Manhcin ficou do lado dos conservadores.

A norma que estava sendo debatida tinha o objetivo de proteger o direito ao aborto seguro no território americano, ainda que a Suprema Corte vote para derrubar o caso “Roe contra Wade”, a histórica decisão de 1973 que legalizou o aborto nos EUA.

A votação foi realizada depois do vazamento de um rascunho em que há a informação de que cinco dos nove juízes aprovam o fim do direito ao aborto no país. A decisão seria anunciada formalmente em junho. A partir desse vazamento, abortistas passaram a agir de forma radicalizada.

No Dia das Mães, por exemplo, manifestantes pró-aborto chegaram a invadir templos cristãos, a fim de intimidar os fiéis, enquanto em outra ocasião a sede do grupo pró-vida Wisconsin Family Action, em Winsconsin, foi atacada com coquetéis molotov.

Paredes do edifício também foram pichadas com frases ameaçadoras. “Se o aborto não pode ser seguro, vocês também não ficarão [seguros]”, diz um texto se referindo a quem é contra a morte deliberada de bebês no útero materno.

Julaine Appling, presidente da Wisconsin Family Action, classificou o ataque como uma reação “desenfreada e destrutiva”. O radicalismo dos abortistas se baseia na possibilidade da Suprema Corte dos EUA derrubar a lei “Roe vs Wade”, em vigência nos EUA desde 1970.

A lei obriga que todos os estados americanos criem regras para a prática do aborto, ainda que com restrições. Se revogada, porém, os estados ficarão livres para poder proibir a prática integralmente, em todas as situações, o que beneficiará os governos da direita.

O documento vazado, que já foi confirmado como autêntico, indica que 6 dos 9 ministros do Supremo já decidiram pela derrubada da lei “Roe vs Wade”, restando apenas, em tese, a oficialização da decisão.

Por causa disso, grupos abortistas resolveram pressionar até mesmo os magistrados, indo a frente das suas residências. Um dos alvos foi o juiz Samuel Alito, em Alexandria, no estado da Virgínia, responsável pela redação majoritária do documento vazado para e imprensa.

A administração do presidente Joe Biden defendeu o direito à manifestação dos abortistas, mas condenou a tática de ameaça e ataques violentos. “O presidente acredita fortemente no direito constitucional de protestar”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, segundo a Gazeta do Povo.

“Mas isso nunca deve incluir violência, ameaças ou vandalismo. Os juízes desempenham uma função incrivelmente importante em nossa sociedade e devem ter condições de fazer seu trabalho sem ter que se preocupar com sua segurança pessoal”, completou Jen.

Fontes: Terra e Gospel Mais

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