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domingo, 25 outubro 2020

Se estiver no poder, divirta-se: será por um tempo

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Evidentemente não escolhemos um candidato a partir dos objetivos da massa opositora aos nossos anseios e critérios de escolha

Por Magno Paganelli

Parece ser uma incapacidade inata dos eleitores de A e de B perceberem a situação social, os arranjos políticos e fazerem uma previsão econômica de curto e médio prazos que leve em conta aspectos globais de uma sociedade. Evidentemente não escolhemos um candidato a partir dos objetivos da massa opositora aos nossos anseios e critérios de escolha.

Depois de escolhido o seu candidato, de vê-lo empossado com a sua chapa, lamentar a entrada desse ou daquele prefeito, vereador, deputado ou governador, considere que se “(agora sim!) parece que o mundo deverá melhorar”, divirta-se, porque será por pouco tempo. Certo é que deverá haver uma movimentação no sentido contrário, o que naturalmente é esperado em um país onde existem processos democráticos minimamente garantidos ou algo parecido com isso.

Olhando historicamente, a reação à quem está “por cima” tem havido desde que existe a menor possibilidade de tomar o poder das mãos desfruta dele. Em outras palavras, desde a Antiguidade, com as guerras de tomada de uma aldeia ou cidade na Mesopotâmia, entre os bárbaros do norte europeu, entre as tribos indo-europeias invadindo o norte do subcontinente indiano e por toda parte, passando pela tomada da Bastilha, que marcou o início Revolução Francesa, até chegarmos às últimas eleições, quando o movimento conservador se insurgiu contra um partido que havia quatro eleições seguidas fazia marcar território com compras de apoio político feitas com dinheiro público, loteamento de cargos e uma tentativa de enfraquecimento do próprio processo democrático. Considerando o desvio semântico que “democracia”, “poder nas mãos do povo”, para o antigo governo significa “povo que nos apoiam”.

Se hoje o candidato “x” está figurando bem nas pesquisas de opinião pública, isso não durará a vida toda. Esteja ciente disso, pois processos de tomada de poder são como uma gangorra: quem está embaixo neste momento tem a tendência de subir, e depois irá descer novamente e entre ambos os movimentos haverá uma posição parecida com a estabilidade. Nessa posição, ambas as pontas do espectro político como se equilibrarão no centro, mas isso também não será definitivo.

Em termos práticos e morais isso equivale a considerar que a humanidade, ou a sociedade de um país, não é um amontoado de pessoas cuja língua, a etnia, as tradições e tudo o mais que caracteriza uma cultura refletem exatamente as mesmas coisas. Nunca foi assim na história. Essa é uma das razões pelas quais de vez em quando algum político insiste em que devemos ter, como povo, um projeto de país, algo que nos dê um sentido pelo qual lutarmos e avançarmos. Do contrário, a cada novo Governo, nós voltaremos para o final da fila do desenvolvimento, porque consideramos estar na fila errada e… “agora sim!” nós vamos avançar. O resultado é uma patinação infinita e o país não sai do mesmo patamar.

O sectarismo social em que o Brasil está mergulhado desde o período entre 2002-2010, em minha opinião é fruto de repetidos discursos do “eles estão contra nós”, “as ‘zelite’ não querem que vocês isso… que vocês aquilo”, e agora está mandando a conta, que será paga em suaves prestações. Essa divisão demarcada entre diferentes setores sociais (pretos x brancos, mulheres x homens, pobres x remediados, inteligentinhos x gado, fundamentalistas x iluminados etc.) precisará ser enfraquecida por meio de uma consciência global, ampla, maior do que simplesmente lutar por direitos de A, B ou C.

É jargão, mas precisamos pensar grande, pensar no bem de todos, e deixarmos de dar voz à estupidez que assola o debate público. Por exemplo, tome o caso da educação. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no país, 29% da população ou o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas, são consideradas analfabetos funcionais. E mesmo assim há quem insista em que as pessoas devam ser chamadas por pronomes neutros como forma de respeito e inclusão, bizarrices como “todes”, “elxs”, “[email protected]” e coisas do gênero (sem trocadilho, estou apenas usando a língua como ela deve ser usada). “Incluir” pelo uso do pronome não é senão outra forma de excluir pelo uso infantil e errado da língua. Enquanto isso, 38 milhões, quase a população do Estado de São Paulo, não sabem o que é pronome.

Nunca estaremos todos bem, nem concordaremos com tudo em comum. A própria constituição neurológica do ser nos inclina em direções diferentes, que se dão em função do sexo biológico, passando pela escolha da profissão (veja a tendência de famílias darem bons advogados, médicos, músicos etc.) até as escolhas políticas. Mas será que custa aliviarmos um pouco e pensarmos em coisas realmente sérias e necessárias, considerando a situação do outro? Isso, para mim, é mais inclusivo e respeitoso do que essas fórmulas mágicas risíveis.

Magno Paganelli é Doutor em História Social (USP) e Mestre em Ciências da Religião (Mackenzie). É escritor e um dos idealizadores do Movimento Paz para Todos. #pazparatodos. Inscreva-se no Youtube e acompanhe conteúdos bíblicos: www.youtube.com/c/magnopaganelli

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