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domingo, 23 junho 2024

Se a vida deve ser plena, por que há tanto sofrimento?

Foto: Reprodução

A raiz da aflição está na queda do homem no Éden, mas a plenitude pode ser desfrutada no cumprimento da vontade do Senhor 

Por Patricia Scott 

Doença, pobreza, dor e sofrimento fazem parte da realidade da humanidade. A Bíblia, inclusive, revela vários exemplos de pessoas que enfrentaram grandes dificuldades, como, por exemplo, Paulo, Daniel, Jó, Noemi. O próprio Cristo vivenciou momentos de tribulação. Sendo assim, uma vida plena e satisfatória enfatizada na Palavra de Deus significa obedecer os mandamentos bíblicos e cumprir a vontade do Pai. 

As Sagradas Escrituras não garantem uma vida sem adversidades. Pelo contrário, em João 16.33, Jesus deixa claro que no mundo o homem enfrentará aflições, mas recomenda o bom ânimo. Ele também compartilha uma boa notícia, em Mateus 28.20b: […] eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Isso significa que, independente das circunstâncias, o Mestre não abandona o aflito. 

“O Criador não é indiferente ao sofrimento. Há uma razão para a dor e a tristeza terem encontrado lugar na humanidade”, pontua o pastor Luciano Subirá, autor do livro “Como Deus Transforma a Tristeza Em Alegria”, da Mundo Cristão. Ele acrescenta que “a dor, a tristeza e as lágrimas não eram parte do plano divino para a humanidade”. Entretanto, “além da morte espiritual, há outras consequências a se considerar quanto à queda do ser humano [no Éden], como as enfermidades, as maldições e todo sofrimento”.

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Segundo ele, a mensagem do Evangelho, anunciada pela igreja brasileira, tem sido, predominantemente, a de uma alegria circunstancial. “Muitos se converteram por estarem frustrados com a falta de realização nos prazeres carnais, mundanos e pecaminosos”, ressalta Subirá. Contudo, “outros tantos que nem ao menos se arrependeram de seus pecados — ignorando que essa é a verdadeira causa de toda dor e sofrimento — decidiram colocar Deus na sua história, mas não o fazem da maneira correta”.

Em contrapartida, cabe destacar o ensinamento do apóstolo Paulo quanto aos benefícios desencadeados pelo sofrimento: E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu (Romanos 5.3-5).

Prosperidade bíblica

“A ideia de prosperidade atual é a mesma oferecida a Jesus por satanás (Mt 4.1-11; Mc 1.12-13; Lc 4.1-13). É uma prosperidade relacionada a dinheiro, lucro, êxito na vida e sucesso nos empreendimentos pessoais”, explica o pastor Marcelo Marinho, da Igreja Metodista Wesleyana, em Porto Velho (RO), destacando que a solução do problema em torno da prosperidade dos ímpios e do sofrimento dos justos não é imediata. “A superação disso não tem data marcada, todavia está relacionada a fidelidade do justo (Hc 2.4)”. 

Sendo assim, o pastor observa que muitos partem do princípio de que todos são filhos do Rei, herdeiros de riquezas, livres de acidentes e catástrofes, isentos de doenças e problemas, com posições de destaque na sociedade. “A ausência desses benefícios seria em razões da falta de fé”, ressalta.

No entanto, Marcelo diz que “Deus é responsável pelo sucesso, êxito e prosperidade do Seu povo, mas a ausência desses benefícios não constituem Sua rejeição ou a falta de fé de Seus servos”. O pastor observa que enquanto a dignidade humana estiver sujeita ao dinheiro, o mundo será desafiante para se viver.

“É por essa razão que o salmista grita: ‘socorro, Senhor!’ (Sl 12.1) e o profeta Jeremias se impacienta: ‘Até quando?’ (Jr 12.4)”, salienta o pastor. De acordo com ele, muitos textos bíblicos definem o sucesso na vida com a sabedoria, o discernimento e temor a Deus (Dt 29.9; 1 Rs 2.3; Ec 10.10; 11.6). “E na oração de Neemias ser próspero é praticar a misericórdia (Ne 1.11)”, diz e emenda: “Quando Josué assumiu a liderança do povo, Deus lhe fez instruções definindo a prosperidade em ser forte e corajoso, não temer e andar nos Seus caminhos (Js 1.1-9).

Por fim, Marcelo chama a atenção para as palavras do apóstolo Paulo: Sei bem o que é passar necessidade e sei o que é andar com fartura. Aprendi o mistério de viver feliz em todo lugar e em qualquer situação, esteja bem alimentado, ou mesmo com fome, possuindo fartura, ou passando privações. Tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4.12-13). 

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