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segunda-feira, 20 setembro 2021

Saúde reduzirá intervalo de doses da Pfizer para 21 dias

O objetivo da iniciativa é conter, no país, o avanço da variante indiana do coronavírus, a Delta

Por Patricia Scott 

Atualmente, após a pessoa ser imunizada com a primeira dose da vacina da Pfizer precisa aguardar três meses para a aplicação da segunda dose do imunizante contra a Covid-19. No entanto, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou, esta semana, que o intervalo entre a aplicação da primeira e da segunda doses da vacina da farmacêutica será reduzido para 21 dias, conforme instrução na bula do imunizante.

O governo brasileiro decidiu estender o prazo, não seguindo a recomendação da Pfizer, para que o maior número possível de pessoas fossem vacinadas com a primeira dose. A decisão foi tomada com base em eficácia apontada em um estudo realizado no Reino Unido, dando um intervalo igual ao da vacina AstraZeneca no país.

O secretário anunciou a medida a jornalistas. No entanto, ele não informou quando a mudança será posta em prática. “Precisa ver qual é o melhor timing disso, mas que vai diminuir, vai”, ressaltou.

Mesmo sendo enfático quanto à redução do intervalo, Cruz revelou que aguardará para saber quantas doses o Brasil receberá da vacina em agosto. “Vamos conversar com o laboratório para ver qual o cenário do próximo mês de entrega das doses. Além da questão da epidemia, precisamos verificar o cenário de abastecimento”.

O objetivo de diminuir o intervalo entre as doses da vacina é conter o avanço da variante indiana do coronavírus, a Delta. Estudo do laboratório francês Pasteur aponta que a primeira dose da Pfizer permite uma proteção de somente 10% contra a variante. Em contrapartida, com as duas doses aplicadas, a taxa aumenta para 95%.

“A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose. Só então, quando o cenário de imunizados com a primeira dose estiver mais tranquilo, a gente reduz o prazo para completar a imunização”, justificou Rodrigo Cruz sobre o atual prazo de três meses.

Com informações Agência Estado

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