Sarampo: casos aumentam 35% em 10 dias no Brasil

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País contabiliza 1.226 notificações de sarampo. São Paulo lidera com 99,5% das ocorrências. E o Espírito Santo confirmou o primeiro caso da doença

O sarampo está se alastrando pelo País. Depois de São Paulo, Rio e Bahia, é a vez do Paraná registrar a doença. O Ministério da Saúde contabilizou em menos de três meses 1.226 casos da infecção entre 12 de maio e 3 de agosto.

No ano, o total chega a 1.322, sendo 1.220 em São Paulo. Diante do avanço do sarampo no País e do número de casos entre crianças menores de um ano, o Ministério da Saúde emitiu uma nova recomendação, ampliando a indicação da vacina contra a doença para crianças entre 6 e 11 meses em cidades prioritárias.

Em janeiro, casos de sarampo registrados no Brasil chegaram a 10 mil. Até semana passada, haviam sido confirmados cem casos entre crianças de 6 a 11 meses, uma proporção de 18,1 casos a cada 100 mil habitantes. O fenômeno é atribuído à baixa cobertura vacinal.

Espírito Santo

A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo confirmou, na segunda (12), o primeiro caso de sarampo no Estado. Os exames para confirmação da doença comprovaram que uma moradora de Cariacica, que esteve em São Paulo entre os dias 14 e 21 de julho, adoeceu na volta ao Estado.

A jovem, que tem 19 anos, ficou em isolamento domiciliar, e os procedimentos de bloqueio vacinal seletivo nas pessoas que tiveram contato com ela foram realizados, além da varredura em cinco quadras no entorno do seu domicílio. A jovem está curada e passa bem.

Estratégias

A estratégia atual do governo é realizar vacinações de bloqueio, em que pessoas que tiveram contato com suspeitos de ter a infecção são imunizadas, além de reforçar a imunização entre seis e 11 meses.

As campanhas em São Paulo também visam vacinar adultos jovens pois, apesar do avanço da infecção, a cobertura vacinal contra sarampo ainda é considerada baixa (74,65%). No Rio, 51,23% das crianças estão imunizadas. Na Bahia a cobertura é de 61,69%, e no Paraná é de 89,53%.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai, avalia que a decisão de ampliar a vacinação para menores de um ano em cidades onde o surto está ocorrendo é acertada.

“É uma proteção a mais, um protocolo adotado sempre que um surto da doença está em curso”, diz. Ela diz ser essencial lembrar, no entanto, que a recomendação de praxe não pode ser abandonada.

*Com informações do Ministério da Saúde


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