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segunda-feira, 26 outubro 2020

Safra 2020 terá recorde de 252 milhões de toneladas, prevê IBGE

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Em relação ao Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, a alta foi de apenas 43,9 mil hectares, ou 0,1%

Por Vinicius Neder (AE)

A safra agrícola de 2020 deverá totalizar 252,0 milhões de toneladas, uma alta de 4,4% em relação ao resultado de 2019, o equivalente a 10,5 milhões de toneladas a mais. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de setembro, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e confirmam o recorde na série histórica, iniciada em 1975.

Em relação ao levantamento de agosto, houve elevação de 0,1% na estimativa para a produção deste ano, o equivalente a 296,1 mil toneladas a mais.

Além disso, os produtores brasileiros devem colher 65,2 milhões de hectares na safra agrícola de 2020, uma elevação de 3,1% em relação à área colhida em 2019. O resultado representa 2,0 milhões de hectares a mais em um ano. Em relação ao Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, a alta foi de apenas 43,9 mil hectares, ou 0,1%.

Milho

A segunda safra de milho em 2020 será de 73,9 milhões de toneladas, queda de 0,9% ante 2019, segundo o levantamento do IBGE. A estimativa de setembro ficou 0,4%, ou 272,7 mil toneladas, acima da de agosto. Com isso, a safra total de milho deverá somar 100,5 milhões de toneladas, queda de 0,1% ante 2019, mas será a segunda maior da série histórica do IBGE, atrás apenas do ano passado.

O LSPA de setembro aponta para uma área total plantada de milho de 18,2 milhões de hectares, com queda de 3,2% no rendimento médio, embora haja aumentos de 2,7% na área a ser plantada e de 3,2% na área a ser colhida, na comparação com 2019.

A primeira safra deverá participar com 26,4% da produção brasileira de 2020 e, a segunda, com 73,6%.

No LSPA de setembro, o IBGE revisou a produção da primeira safra de milho para 26,5 milhões de toneladas, declínio de 0,1% em relação a agosto – mas alta de 2,0% em relação a 2019.

Já a segunda safra foi revista para cima no LSPA de setembro, com estimativa de 73,9 milhões de toneladas, alta de 0,4% em relação à de agosto (272,7 mil toneladas a mais), mas uma queda de 0,9% ante 2019. Também na comparação com o ano passado, o rendimento médio caiu 4,0%.

Soja

O IBGE revisou para cima, em 0,3%, sua estimativa para a safra recorde de soja neste ano. A produção de soja, já colhida, somou 121,4 milhões de toneladas, alta de 7,0% em relação à safra de 2019.

A alta de 0,3% na estimativa para a soja no LSPA de setembro ante o de agosto foi puxada pelos dados dos seguintes Estados: “Bahia (1,5% ou 92,5 mil), Minas Gerais (3,1% ou 185,7 mil toneladas), Paraná (0,1% ou 18,6 mil toneladas) e Mato Grosso (0,6% ou 222,1 mil toneladas)”, segundo a nota do IBGE.

Por outro lado, houve quedas nas estimativas para São Paulo (-2,2% ou 89,5 mil toneladas) e no Rio Grande do Sul (-0,1% ou 8,6 mil toneladas).

“A produção da leguminosa só não foi maior devido à queda de 39,4% (ou 7,3 milhões de toneladas) na produção gaúcha, devido à estiagem, que também afetou o rendimento médio do grão, que deve ficar em 1.882 kg/ha, 40,8% abaixo da média de 2019 (3 178 kg/ha)”, diz a nota do IBGE.

Algodão

O IBGE também revisou para cima, em 2,4%, a estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço), na comparação do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de setembro com o de agosto. Em setembro, o IBGE estimou uma produção de 7,1 milhões de toneladas, recorde na série histórica iniciada em 1975.

“Não houve modificação em relação à área plantada (1,6 milhão de hectares) e à área a ser colhida, mas o rendimento médio deve subir 2,4%, chegando a 4.339 kg/ha”, diz a nota divulgada pelo IBGE.

Segundo o instituto, em Mato Grosso, maior produtor do País (68,8% do total), a estimativa de produção teve alta de 2,5% em relação à de agosto, atingindo 4,9 milhões de toneladas – avanço de 4,6% frente a 2019. “A Bahia, segundo maior produtor (21,0% do total), teve aumento de 3,1% frente à previsão de agosto, atingindo 1,5 milhão de toneladas, e de 0,3% em relação a 2019”, diz a nota do IBGE.

Café

O instituto revisou para cima, em 1,7%, a estimativa para a produção de café, na comparação do LSPA de setembro com o de agosto. Em setembro, o IBGE estimou uma produção de 3,6 milhões de toneladas, ou 60,6 milhões de sacas de 60 kg, recorde na série histórica iniciada em 1975. Devido à bienualidade na colheita, a alta em relação à safra de 2019 será de 21,5%.

Na passagem do LSPA de agosto para o de setembro, “a área plantada teve declínio de 0,6%, alcançando 1,9 milhão de hectares, porém o rendimento médio aumentou 2,2%, para 1.925 kg/ha”, informou, em nota, o IBGE. Na comparação com 2019, a área plantada aumentou 4,2%, enquanto o rendimento médio cresceu 16,7%.

Para o café arábica, a produção estimada no LSPA de setembro foi de 2,8 milhões de toneladas, ou 46,1 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 2,4% em relação ao mês anterior.

“A maior variação do mês coube a Minas Gerais, maior produtor nacional do café arábica (71,1% do total), com alta de 1,6% em relação a agosto e de 32,6% em relação a 2019, e produção estimada em 2,0 milhões de toneladas. Em São Paulo, segundo maior produtor, a alta foi de 5,9% em relação a agosto e de 39,7% em relação a 2019, devendo alcançar 370,0 mil toneladas”, diz a nota do IBGE.

Para o café canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produção no LSPA de setembro, de 870,6 mil toneladas, ou 14,5 milhões de sacas de 60 kg, apresenta queda de 0,5% em relação a agosto e de 5,7% em relação ao ano anterior.

Outras culturas

O IBGE ajustou para baixo, em 5,4%, a estimativa para a produção de trigo na comparação do LSPA de setembro com o de agosto. Em setembro, o IBGE estimou uma produção de 6,8 milhões de toneladas, o que ainda representa uma alta de 30,6% ante a safra de 2019.

“A região Sul deve responder por 88,0% da produção tritícola nacional, e no Paraná, maior produtor (48,6% do total) estima-se uma produção de 3,3 milhões de toneladas, com queda de 4,4% em relação a agosto, mas alta de 55,8% frente a 2019”, diz a nota divulgada pelo IBGE.

A estimativa da produção da aveia foi de 1,0 milhão de toneladas no LSPA de setembro, queda 4,3% em relação ao mês anterior. “O clima adverso também comprometeu as produções do Rio Grande do Sul e do Paraná, maiores produtores brasileiros do cereal, com estimativas de 713,0 e 203,0 mil toneladas, respectivamente. Em relação ao ano anterior, a produção brasileira da aveia deve crescer 14,4%”, diz o IBGE.

Outro cereal de inverno, a cevada teve a produção estimada em 412,3 mil toneladas no LSPA de setembro, recuo de 1,5% em relação ao mês anterior. “Os maiores produtores do cereal são Paraná, com 289,7 mil toneladas, e Rio Grande do Sul, com 108,6 mil toneladas. Em relação ao ano anterior, a produção brasileira da cevada deve apresentar crescimento de 3,0%”, diz a nota do IBGE.

O IBGE também reviu para baixo a produção de laranja, estimada 17,0 milhões de toneladas, ou 416,7 milhões de caixas de 40,8 kg, no LSPA de setembro, uma queda de 7,5% em relação ao mês anterior, com reduções de 1,8% na área plantada e 5,8% no rendimento médio das lavouras.

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