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sexta-feira, 3 julho, 2020

Conheça a trajetória do missionário R.R. Soares

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Nascido na pequena cidade de Muniz Freire, no Sul do Espírito Santo, em 6 de dezembro de 1947. Em agosto, Romildo Ribeiro Soares, nacionalmente conhecido como R.R. Soares.

O homem, que há quase quatro décadas ocupa o maior tempo da TV brasileira com a pregação do Evangelho de Cristo, iniciou o principal ministério de tele evangelismo do País de modo singelo – uma história que começou no Espírito Santo, com um sonho de criança.

Aos oito anos de idade, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), Romildo viu pela primeira vez em sua vida um aparelho de TV, exposto numa loja na Praça Jerônimo Monteiro. Logo notou a fascinação de todos pelo que acontecia na tela, e em pensamento disse que, se Deus lhe desse condições, um dia pregaria através da TV.

Em abril de 1964, Romildo foi para o Rio de Janeiro, onde nasceu o impulso para o ministério que o fez desistir do seu maior sonho até então – ser médico – e tornar-se conhecido como R.R. Soares.

No dia 1º de novembro de 1977, o sonho de menino virou realidade: iniciava-se, pela Rede Tupi, no Rio e em São Paulo, um dos maiores projetos de evangelização via TV já registrados no País. Três anos depois, em 1980, o missionário fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus, hoje com mais de 2 mil templos no Brasil e no exterior, emissoras de rádio AM e FM, uma editora (a Graça Editorial), uma gravadora (a Graça Music) e uma emissora de TV, a RIT, inaugurada em 2002.

A conversa exclusiva de R.R. Soares com a equipe de jornalistas da Revista Comunhão, onde o missionário fala sobre sua história, planos e realizações, e sobre como avalia a atuação dos evangélicos brasileiros hoje, é o que você vai ler nas páginas a seguir.

O senhor é capixaba. Como se sente em ser natural de um Estado com o segundo maior percentual de evangélicos do País?

R.R. Soares: Eu fico feliz em saber que o Espírito Santo está se convertendo. Quando eu era menino, nós éramos tão poucos e tão discriminados, e agora quase todos os capixabas estão gritando que Jesus é o Senhor, e isso é simplesmente maravilhoso, é coisa feita pelo Senhor Deus, obra do Espírito Santo.

E o momento da igreja evangélica no País? O senhor acredita que os evangélicos estejam “fazendo a diferença” para a sociedade?

Os evangélicos têm que tomar juízo – porque breve nós seremos maioria – para não serem iguais aos que hoje são maioria e que deram péssimo testemunho da fé em Cristo. Nós temos essa obrigação, porque conhecemos a Palavra de Deus, sabemos da obra do Espírito Santo e herdamos da geração anterior de evangélicos o bom nome de cristãos. Devemos também passar para quem virá que ser cristão é ser parecido com Cristo, ser temente a Deus, respeitador da Palavra e santo em todos os seus procedimentos.

O senhor recebe muitas perguntas por meio do site e no programa, com dúvidas sobre convivência familiar, vida sentimental e sexual. Por que ainda é complicado para as pessoas entenderem as orientações de Deus a esse respeito?

As pessoas têm pouca informação da Palavra de Deus; têm mais de religiosos. As igrejas pecam nesse particular. Cada uma defende seus princípios, regras, credos e esquecem de pregar somente a Palavra do Senhor Deus. Por outro lado, há um grande assalto de Satanás no meio da humanidade, levando os jovens às drogas, à prostituição, e isso está se refletindo em toda a sociedade.

Por que tantos pastores ainda têm dificuldade para falar destes assuntos?

Aí eu não sei, só sei do meu ministério. Tudo que Deus põe na minha boca eu procuro entregar às pessoas. Às vezes, pode até ofender alguns, que acham que um homem de Deus não deveria falar de tais coisas, mas se está na Palavra, se é assunto que traz dúvida aos corações, nós temos a obrigação de sanar essas dúvidas com orientação bíblica. Nós temos que voltar à Bíblia Sagrada, pregar o que a Bíblia diz. Esquecer os conselhos dos homens, e não ter vergonha nem medo de falar a verdade. Esses casamentos que não duram, iniciação sexual precoce, abuso infantil, pedofilia, essas coisas todas, são porque as pessoas não aprendem a respeitar a Palavra de Deus.

Em entrevista a um veículo nacional (revista Veja nº 1822), o senhor contava sobre o desejo de possuir um canal de televisão para a divulgação da Palavra. Este sonho é contemplado pela RIT ou está distante? O que falta para concretizá-lo?

A RIT hoje é a maior bênção no Brasil, é um dos canais mais assistidos no País. Nas minhas cruzadas, que variam de cinco a 200 mil pessoas, em alguns lugares até mais, de 70 a 90% dizem que assistem à RIT – só o Ibope é que não descobriu isso. O senhor Carlos Montenegro (do Ibope) está completamente atrasado. Ele precisa se atualizar. A RIT hoje é um dos canais mais assistidos do Brasil e é bênção. É a TV que faz a diferença. Eu não fui posto como fiscal de ninguém, cada um dá conta de si mesmo. Eu só tenho a dizer que na RIT nós estamos nos esforçando, com poucos recursos, para fazer uma programação sadia, e acho que temos conseguido. E faremos melhor ainda.

Por que o programa, que também contempla jornal e revista, chama-se “Show da Fé”? Qual seu maior propósito?

A fé dá um show: ela salva o pecador, liberta o drogado, cura os enfermos, põe a pessoa a servir a Deus. Não existe show mais lindo do que este!

Em que é investido o dinheiro arrecadado dos que se tornam associados do programa?

É só você perguntar à Bandeirantes, à RedeTV! e aos outros. E se você for a um canal de TV para pôr um programa no ar, você vai ver onde é que é investido. E nós estamos orando para Deus levantar mais, porque temos mais a fazer ainda.

O que o senhor acha dos crentes que passam a se alimentar exclusivamente do conteúdo que acompanham pela TV?

Eu não tenho nada contra a pessoa que assiste ao programa todo dia e se alimenta. Se na minha casa a comida for fraca, pode ter certeza de que eu vou procurar o restaurante da esquina.

O senhor orienta o seu rebanho virtual a procurar uma igreja evangélica, congregar e participar das atividades?

Eu sempre mando. Não basta só a TV; tem que ir à casa de Deus, se filiar, servir a Deus, estar debaixo de uma autoridade, e naquela onde você sente que Deus quer que você esteja.

A imprensa secular o aponta como um homem que “ensina a ganhar dinheiro”. Por que tantas pessoas acham que seja errado ganhar dinheiro?

Mas eles também apontam que eu sou um homem que ensina a pessoa a deixar a prostituição, o homossexualismo, as drogas, o pecado, a desonestidade. A Bíblia Sagrada, ela é completa. Tem uma mensagem que serve para o homem em todos os sentidos. Ela foi colocada para nos trazer a Deus, e quem anda com Deus está bem em qualquer situação.

O senhor é criticado pelo mundo secular por “fazer uma interpretação reacionária da Bíblia”. Acredita que vale a pregação de um “evangelho light” para conquistar fiéis?

Não. O termo “reacionário” foi usado pelo editor da Veja, quando eu falei que os homossexuais não herdariam o reino de Deus. Então, ele colocou isso lá. Mas nunca ouvi outra pessoa falar isso, não, foi só ele… No entanto, eu prefiro ser reacionário, uma pessoa agarrada ao passado, ao passado de Deus, daquilo que Deus declarou, do que ser um “modernista”, que está contra a Palavra de Deus e que dará conta da adulteração da Sua Palavra.

O senhor está há quase 40 anos na TV. Quais foram as principais mudanças que aconteceram neste período neste meio de comunicação?

Eu acho que nós demos uma ajudazinha para essa explosão do Evangelho. Quando eu comecei, nós éramos 2,3% da população e hoje passamos de 30%. Em alguns lugares, como dizem, no ES, passou da metade. E glória a Deus, que, se Ele quiser, nós vamos continuar dando essa ajudazinha. Mas tudo isso é obra do Espírito Santo, não tem homem que possa reclamar para si a paternidade dessa explosão, que chamam avivamento, despertamento, e que eu chamo de obra de Deus.

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.

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