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quarta-feira, 29 junho 2022

Rotinas exigentes e as doenças que mais afetam as mulheres

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Há um consenso na área médica de que os cânceres poderiam ser reduzidos com mudança de hábitos e exames periódicos mais frequentes

Por Fernando Zamprogno

É sempre bom reforçar a atenção e o cuidado com a saúde das mulheres e relembrar a importância de manter saudável a sua rotina, cada vez mais intensa. Afinal, as exigências e os desafios dos compromissos diários estão entre as principais causas do aumento no número de doenças sérias entre o público feminino.

É o caso do câncer. O de mama é o mais incidente e primeiro causador de morte por câncer entre as mulheres no Brasil. São quase 70 mil novos casos por ano e cerca de 17 mil óbitos no país. Já em relação ao câncer ginecológico, são cerca de 30 mil casos e quase 14 mil mortes.

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Os fatores de risco para câncer de mama são múltiplos. Entre as modernidades que impactam no maior percentual de casos da doença estão a urbanização, a maior longevidade, os hábitos de vida como tabagismo, sedentarismo, obesidade, alimentação, gravidez tardia, fatores genéticos e ambientais, como poluição e outros.

Além do câncer de mama, as mulheres sofrem também com tumores ginecológicos, como o câncer do colo de útero, endométrio e ovário. A necessidade de ficar atenta aos primeiros sintomas é essencial, já que o diagnóstico precoce é de extrema relevância para o sucesso dos tratamentos. Vacina contra o HPV e exames ginecológicos regulares são formas efetivas de prevenção e diagnóstico. Além do HPV, obesidade, diabetes tipo II, hipertensão e sedentarismo são fatores de risco importantes para câncer ginecológico.

Cada tipo de câncer tem uma determinada forma de ser prevenido e diagnosticado, mas há um consenso na área médica de que todos os tipos listados poderiam ser reduzidos com medidas preventivas, mudança de hábitos ou exames periódicos mais frequentes. Entre as atitudes a serem tomadas estão: uma dieta variada e saudável com muita fruta, verduras, legumes e fibra; pouco ou nenhum álcool; zero tabaco; e a manutenção do peso por meio de atividade física regular.

Conheça os tipos de câncer que são mais comuns entre as mulheres e as dicas de prevenção em cada caso.

De mama

Os números aumentam a cada ano e no Brasil muitas mulheres ainda morrem porque descobrem a doença tardiamente. O autoexame e a mamografia anual depois dos 40 anos são fundamentais para descobrir nódulos em estágios iniciais.

Sintomas: veja se sente nódulos nos seios ou nas axilas. Dor nas mamas e secreção nos mamilos também são outros sinais de alerta.

De Tireoide

As mulheres são as maiores vítimas: o tumor, nessa glândula responsável por controlar diversas funções do metabolismo, é três vezes mais frequente no sexo feminino.

Sintomas: nódulos na tireoide, que só são detectados com exames de imagem, e rouquidão prolongada podem indicar a presença de tumores.

De Colo do Útero

É o segundo tipo mais frequente entre as brasileiras, sendo o HPV o principal causador, vírus transmitido principalmente por meio de relações sexuais. Sua detecção é feita pelo papanicolau, exame realizado pelo ginecologista. É necessário realizá-lo todo ano. E a prevenção é simples: vacina contra o vírus e sexo seguro!

Sintomas: na fase inicial, a mulher pode não sentir nada, por isso o papanicolau é tão importante. Se o câncer já estiver em fase avançada, pode haver sangramento vaginal e dor abdominal.

De Cólon e Reto

É curável na maioria dos casos, principalmente se detectado cedo (por exames de fezes e colonoscopia). Mulheres com mais de 50 anos têm maiores chances de desenvolver a doença. Mas não significa que quem é jovem não precisa se cuidar. É indicada uma dieta rica em frutas, vegetais, cereais e peixes. Além disso, atividades físicas ajudam na prevenção.

Sintomas: procure um médico se tiver diarreia ou prisão de ventre por um período prolongado, dor abdominal ou na região anal e sangue nas fezes.

De Pulmão

O câncer de pulmão aumentou muito entre as mulheres. Sua causa principal é o tabagismo.

Sintomas: os mais comuns são tosse (que não passa nunca) e, em casos mais graves, sangramento pelas vias respiratórias.

Fernando Zamprogno é coordenador de Oncologia Clínica da Rede Meridional desde 2007. Formado em Medicina pela UFES em 2001, fez residência médica em Clínica Médica pelo IAMSP em 2005 e residência médica em Cancerologia pelo Hospital Sírio Libanês em 2007.

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