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terça-feira, 25 janeiro 2022

Relacionamentos e recursos: vilões dos missionários

missões
Foto: Unsplash

O campo missionário vem se esvaziando em todo mundo por razões distintas. Igrejas e missionários se distanciaram nos últimos anos

Por Marlon Max

O trabalho missionário envolve enormes desafios. Desde o preparo teológico, missiológico e antropológico, orientação ministerial, filiação a uma agência missionária e a desafiadora etapa de captação de recursos para a saída ao campo.

E o que pode acontecer quando missionários não conduzem ou não vivenciam adequadamente cada uma dessas etapas? O reflexo virá à tona no campo, podendo ocasionar até o retorno precoce do missionário. Books Buser descreve a situação com a seguinte ilustração:

“Hoje em dia, em grande parte do mundo, pode-se comprar e voar sem licença em um determinado tipo de aeronave. Essas aeronaves são geralmente chamadas de ultraleves, quase sempre pequenas, leves, lentas e fáceis de operar. Para aqueles que estão procurando uma alternativa mais econômica que os leve ao ar, os ultraleves são uma ótima opção. No entanto, para voar no exército, serão necessários pelo menos seis anos até que se esteja autorizado a pilotar um avião de combate. A responsabilidade e as consequências são muito maiores e, por isso, o treinamento é obrigatório, rigoroso e sério. Preocupa-me que a igreja evangélica esteja enviando pilotos de ultraleves para os lugares mais desafiadores da face da terra e não consegue entender por que os resultados são tão ruins”.

Foto: reprodução

O retorno prematuro de missionários tem sido alvo de pesquisas no movimento missionário global. Um dos estudos de referência sobre o assunto foi desenvolvido pela Comissão de Missões da World Evangelical Alliance (WEA) e teve como objetivo avaliar quantos missionários estavam retornando para casa e por quais razões.

Os resultados apontam que, em média, 5,1% da força missionária abandona o campo a cada ano. Desse percentual, 70% eram por causas evitáveis, como aposentadoria, morte e motivos políticos. No Brasil, os dados da pesquisa mostraram que a taxa de retorno é de 7% ao ano e dentre as principais causas de retorno de missionários, as agências brasileiras mencionam o sustento financeiro.

Os dados comprovam que a captação de recursos ou o levantamento de sustento está entre os grandes vilões do retorno de missionários para casa. Na verdade, para muitos missionários o processo de formar uma rede de parceiros, os mantenedores, parece ser uma etapa muito difícil e até mesmo um “bicho de sete cabeças”.

De acordo com estudos, a cada ano se torna mais difícil engajar as igrejas com o cenário global de missões. Pesquisadores explicam que há também deficiências na comunicação, o que enfraquece ainda mais o elo entre quem vai ao campo e quem fica para apoiar.

Com informações Sepal

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