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segunda-feira, 29 DE dezembro DE 2025

Regimes comunistas ampliam vigilância e restringem atuação de igrejas

Na China, as congregações são submetidas a auditorias constantes, precisam explicar a origem de cada doação e podem ter seus bens inspecionados a qualquer momento, conforme normas financeiras implementadas em 2022 - Foto: Wikipédia

Análise internacional aponta avanço de mecanismos de controle político, financeiro e operacional sobre comunidades religiosas na China, Cuba, Laos, Coreia do Norte e Vietnã

Por Patricia Scott

Os cinco países que ainda mantêm regimes comunistas no mundo estão ampliando a fiscalização e endurecendo as restrições impostas às igrejas cristãs, segundo um novo levantamento de organizações que monitoram a liberdade religiosa. A análise indica que China, Cuba, Laos, Coreia do Norte e Vietnã adotaram, nos últimos anos, políticas que ampliam o poder estatal sobre as comunidades de fé, limitando desde sermões e registros legais até o acesso a recursos financeiros.

Na China, essas restrições se consolidam por meio da chamada sinização, política que obriga igrejas registradas a incorporar princípios do Partido Comunista e valores culturais definidos pelo Estado. Além disso, congregações são submetidas a auditorias constantes, precisam explicar a origem de cada doação e podem ter seus bens inspecionados a qualquer momento, conforme normas financeiras implementadas em 2022. Líderes religiosos que buscam operar legalmente são pressionados a declarar fidelidade pública ao governo.

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Em Cuba, a exigência de registro também funciona como ferramenta de controle. Relatórios internacionais afirmam que novos pedidos raramente são aprovados, o que deixa diversas comunidades vulneráveis a processos judiciais, fechamento compulsório e perseguição. A legislação cubana estabelece ainda penas severas — de até uma década de prisão — para quem recebe recursos estrangeiros destinados a atividades religiosas.

Situação semelhante ocorre no Laos, onde igrejas precisam solicitar permissão para praticamente todas as iniciativas, desde cultos regulares até viagens de líderes e distribuição de material religioso. O governo pode suspender qualquer prática considerada uma ameaça à ordem pública, e o ingresso de livros e textos cristãos depende de aprovação prévia.

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Na Coreia do Norte, a repressão continua extrema. As poucas instituições religiosas oficialmente reconhecidas em Pyongyang funcionam sob rígido controle estatal e são utilizadas como vitrine para visitantes internacionais. Cidadãos flagrados em práticas religiosas não autorizadas enfrentam punições severas, que incluem prisão e trabalhos forçados. Até mesmo a posse de materiais cristãos pode levar à detenção.

O Vietnã ampliou recentemente seu arcabouço de vigilância. Um decreto aprovado em 2024 permite que o governo exija documentação financeira detalhada de instituições religiosas e suspenda suas atividades sem necessidade de comprovação de infrações específicas. Entidades internacionais relatam que fiéis e líderes têm sido detidos por descumprimento dessas regras, frequentemente consideradas vagas ou politicamente motivadas.

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Em todos esses países, a tendência é clara: a supervisão financeira e o controle burocrático tornaram-se instrumentos-chave para limitar a autonomia das igrejas. Doações estrangeiras são especialmente visadas, e autoridades podem redirecionar ou confiscar recursos alegando riscos à segurança nacional. Na prática, organizações religiosas que operam fora do sistema oficial são tratadas como ilegais e correm o risco de sofrer ações policiais.

Embora cada regime mantenha seu próprio modelo de regulação, especialistas afirmam que o resultado é semelhante: redução do espaço permitido para a expressão cristã e fortalecimento da autoridade estatal sobre a vida religiosa. Com informações The Christian Post

 

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