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terça-feira, 18 maio 2021

Líbano: Refugiados podem ser afetados pela fome

Território abriga o maior número de refugiados no mundo, que correm risco de passar fome. Pelo porto de Beirute, capital do Líbano, o local da explosão, passam 60% das importações do país.

A situação do Líbano já não era fácil pelas questões políticas e instabilidade econômica. Porém, a explosão que aconteceu na terça-feira, 4, em Beirute, capital do país, pode agravar a fome que muitos já enfrentam. Alimentos e outros itens básicos para a sobrevivência foram destruídos com a explosão.

O ministro da Economia do Líbano, Raoul Nehme, informou à Reuters que o país possui um estoque de grãos para alimentar a população por três meses. As igrejas locais estão sobrecarregadas, mas permanecem assistindo aos necessitados que surgem.

A Portas Abertas também tem parcerias em projetos que servem cristãos refugiados no Líbano. Mas nenhum deles foi atingido diretamente pelo incidente. Porém, já está em estudo como a organização pode fazer a diferença neste momento delicado do país.

“A explosão só fez piorar a situação no país. Muitos dos suprimentos que chegaram pelo porto, foram igualmente destruídos e essa perda aumentará a insegurança alimentar de todos. Os refugiados que servimos estão entre os grupos mais vulneráveis e serão fortemente afetados”, afirma um colaborador da Portas Abertas no Líbano.

Refugiados no Líbano

Hoje, o território abriga o maior número de refugiados no mundo, 976 mil deles são da Síria. Segundo o Relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, 55% dos sírios sobrevive com menos de 2,90 dólares por dia. Um valor considerado abaixo da linha da pobreza pelo Banco Mundial.

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Campo de refugiados sírios no Líbano é um dos trabalhos da Portas Abertas na região. Foto: Portas Abertas

A resposta rápida das autoridades retirou de cena qualquer suposição de atentado terrorista ou de grupos extremistas que atuam no Líbano. Com vários mortos e milhares de feridos, as igrejas cristãs responderam rapidamente ao pedido do governo e organizações por ajuda e já estão sobrecarregadas, apoiando em cada necessidade da população.

*Com informações de Portas Abertas

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