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quinta-feira, 20 janeiro 2022

Rei do Xadrez nos EUA é um cristão nigeriano

Foto: Reprodução

Tanitoluwa Adewumi, o Tani, começou a jogar xadrez na escola em 2018 e se tornou o campeão estadual. Ele e sua família fugiram dos ataques terroristas contra cristãos na Nigéria em 2017 e moram nos EUA

O mais novo campeão estadual de xadrez de Nova York, na categoria jardim de infância até terceiro ano, é um refugiado nigeriano cristão, 8 anos. Tanitoluwa Adewumi, conhecido pelos colegas como Tani, aprendeu a jogar xadrez há cerca de um ano, mas demonstrou um talento nato para o esporte.

A vitória no campeonato estadual de xadrez, além de render um troféu ao garoto, também foi parar em um artigo no jornal “The New York Times”. Após, a fama, seu treinador, Russell Makofsky, decidiu criar uma campanha de financiamento coletivo para tentar conseguir uma casa para a família Adewumi.

O sucesso foi tamanho que, em dois dias, ele dobrou a meta e já arrecadou US$ 104 mil (cerca de R$ 395 mil) com a ajuda de quase 1,8 mil doadores. “Tani é só coração! Vamos mostrar o nosso coração e ajudar a família de Tani a conseguir um lar onde ele pode continuar sua jornada”, escreveu o professor.

Segundo o “NY Times”, o troféu do campeonato estadual é o sétimo que o pequeno já acumulou desde que começou a jogar xadrez.

Ele aprendeu o jogo na escola pública em que estuda, que tem um professor de xadrez contratado em tempo parcial, e ensinou a turma de Tani a jogar.

O novo “rei do xadrez” competiu com crianças do jardim de infância até a terceira série e ficou invicto no torneio estadual no início do mês. Segundo a publicação, ele venceu alunos de “escolas particulares de elite com professores particulares de xadrez”.
Perseguição

A família de Tani deixou a Nigéria em 2017 por causa dos contínuos ataques terroristas contra cristãos. Com a ajuda de um pastor, a família foi direcionada para um abrigo. Logo o garoto começou a frequentar o PS 116, uma escola de xadrez onde aprendeu a jogar.

Segundo a organização Portas Abertas, os cristãos que vivem no norte da Nigéria, especialmente nos estados regidos pela Sharia (lei islâmica), enfrentam discriminação e exclusão como cidadãos de segunda classe.

Ex-muçulmanos também enfrentam a rejeição de suas próprias famílias e pressão para abandonar o cristianismo. “Eu não quero perder nenhum ente querido”, disse o pai de Tani, Kayode Adewumi. O pedido de asilo da família nos EUA ainda está pendente com uma audiência marcada para agosto.

Em 2018, mais de 6 mil cristãos foram mortos ou feridos por terroristas islâmicos afiliados ao grupo Boko Haram ou membros das tribos Fulani, cujo terrorismo anticristão continua sem controle do governo da Nigéria.

*Com informações de Portas Abertas e The New York Times


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