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quarta-feira, 18 DE fevereiro DE 2026
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Narcisismo: convivência gera codependência e ansiedade

Em entrevista à Comunhão, a terapeuta de família Renata Soares destaca os impactos sofridos por quem se relaciona com pessoas narcisistas

Por Patricia Scott

A identificação de traços narcisistas nas pessoas pode ser considerada algo corriqueiro. Há, no entanto, aquelas que possuem o Transtorno de Personalidade Narcisista, o que é um problema de saúde mental caracterizado por um comportamento de superioridade, grandiosidade, necessidade de ser admirado, falta de empatia, além de culpabilizar o outro e não assumir responsabilidades.

“Geralmente, o narcisista não busca ajuda especializada, porque acredita que a culpa é sempre do outro. Enquanto ele é atendido, obtendo tudo aquilo de que necessita, não sentirá angústia. A angústia aflige quem convive com o narcisista”, ressalta a terapeuta de família Renata Soares, em entrevista à Comunhão.

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Pessoas que mantêm relação estreita com um narcisista acabam se tornando codependentes. Os sintomas gerados pelo impacto da relação são evidentes.  “Cansaço, baixa autoestima, depressão, ansiedade”, enumera Renata, que salienta: “Então, no atendimento, ela nem faz ideia que o que está sentindo tem relação com dependência emocional. Acredita que não está sendo suficiente na vida do narcisista”, explica.

Segundo Renata, são necessárias avaliações com psiquiatra e psicólogo,para chegar ao diagnóstico se a pessoa é ou não narcisista. “Cerca de 6% da população mundial é diagnosticada com o transtorno”, revela a especialista.

A especialista observa que a incidência é maior entre os homens do que nas mulheres. Isso porque “o contorno social do homem dentro do sistema patriarcal é naturalmente dominante”. Renata destaca, ainda, que o indivíduo com o transtorno tem personalidade disfuncional, que afeta a si próprio e também as relações interpessoais.

Renata Soares expõe duas situações que podem levar o indivíduo a desenvolver o Transtorno de Personalidade Narcisista.

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A primeira é quando, na infância, a pessoa recebeu muitas críticas, sendo desconsiderada enquanto sujeito. Assim, “ela cria uma defesa para que nunca mais volte a sofrer com a invisibilidade, imprimindo no outro o sofrimento de desconsiderá-la”.

A segunda situação também remete à infância: a criança que é excessivamente mimada e educada sem limites, percebendo-se o centro do universo. “Ainda que não seja diagnosticada, terá traços bem significativos de narcisista”.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra 

 

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