31.9 C
Vitória
domingo, 28 novembro 2021

Rede de solidariedade no Brasil por conta da pandemia

Uma imensa rede de solidariedade vem se formando com pessoas comuns, que oferecem o que podem, de graça, sem esperar nada em troca

A pandemia de coronavírus espalhou pânico e desolação entre a população brasileira. Mas também despertou o que há de melhor nos seres humanos: a solidariedade. O sentimento de que é preciso ajudar o outro extrapolou as relações pessoais.

Diante de um provável colapso da economia, com o fechamento de atividades não essenciais, empresários abrem mão do lucro para manter empregos, fazer com que as doações cheguem onde realmente são necessárias. E mudam a produção para garantir o abastecimento de produtos essenciais em tempos de contaminação.

A ameaça do novo coronavírus vem inspirando muita gente a ajudar quem mais enfrenta dificuldades em tempos de confinamento. Boa parte dessa ajuda vem sendo oferecida de forma criativa pelas redes sociais. Uma imensa rede de solidariedade vem se formando com pessoas comuns, que oferecem o que podem, de graça, sem esperar nada em troca.

No Brasil, os exemplos se multiplicam. Desde as redes de supermercados que estão definindo horários exclusivos para os idosos, com maior risco, passando por grupos de comunicação, que estão abrindo gratuitamente os serviços para levar informação a todos, até negócios familiares. Que distribuem equipamentos aos funcionários e asseguram isolamento sem descontar salário.

Os empresários brasileiros estão mostrando que nem tudo se resume a lucro e que, na hora do aperto, a urgência é de ajudar quem mais precisa.

rede_solidariedade-comunhao
A professora aposentada Regina Vanni assumiu os cuidados da Louise, que ficou sem aulas e a mãe teve de trabalhar
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Exemplos de ajuda

A fábrica de lingerie Indecense, de Guaporé (RS), não hesitou em parar a produção de mercadorias de grife para focar na confecção de máscaras. Produto essencial para evitar a propagação do novo coronavírus e que está em falta em quase todo o país.

As donas da Indecense, as irmãs Loivane e Eliane Dal Sant, estão distribuindo as máscaras para mercados, farmácias e postos de gasolina a fim de garantir a saúde dos funcionários dos comércios que permanecem abertos.

Grandes grupos, como Ambev e Boticário, aproveitam a sinergia dos negócios para formar uma coalizão de distribuição de álcool em gel, explica Carlo Pereira.

“Nos desastres de Brumadinho e Mariana, em MG, foram tantas as doações que faltou coordenação para distribuí-las. E é isso que as empresas estão organizando agora, para que os produtos doados sejam aqueles realmente em falta e que cheguem onde são necessários”, ressalta.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se