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domingo, 28 novembro 2021

Record mundial do mercado de música gospel na pandemia

Buscas por termos ligados à música cristã cresceu mais de 200% no google, no período de isolamento social. Porém o público cristão ainda precisa acelerar o processo de entrada nos apps de áudio de streaming

Por Priscilla Cerqueira 

Se o consumo mundial de música gospel já estava nas alturas nos últimos anos, com a pandemia, a música cristã bateu recordes nunca antes registrados. A busca por termos ligados à música cristã no google cresceu mais de 200% durante o período de isolamento social.

O gênero alçou voo também nas plataformas de streaming. Só na Deezer, a playlist Top 50 Gospel, principal do gênero na plataforma, cresceu 23% em reproduções e 11% em ouvintes desde fevereiro.

“Nós nos preocupamos muito em levar para o usuário música e áudio que trazem paz e conforto. Então, temos conseguido entregar para o usuário um, conteúdo de relevância”, explica Lincoln Baena, editor de música gospel da Deezer no Brasil e América Latina.

No Spotify, a música gospel já apresentava rápida ascensão antes mesmo da pandemia. Em 2019, o estilo cresceu 44% em número de ouvintes, percentual menor apenas que o da música sertaneja. A plataforma tem destaques com a Sucessos Gospel, uma das cinco playlists mais ouvidas é a Louvor & Adoração, playlist de worship mais popular do mundo.

“O gênero cresceu também no mercado internacional e é interessante observar que no Brasil se ouve gospel nacional e estrangeiro”, diz Roberta Pate, diretora de Relacionamento entre Artistas e Gravadoras do Spotify na América Latina.

Crescimento

O Brasil é o segundo maior consumidor de música cristã do mundo. Perde apenas apenas para os EUA. Entre as vozes estrangeiras que se destacam no Brasil, está a da cantora norte-americana Lauren Daigle. Com dois álbuns lançados, ela estourou no país com a canção You Say, primeira música de trabalho do projeto Look Up Child.

A faixa entrou na trilha sonora do filme cristão “Superação – O Milagre da Fé” e ganhou uma versão em português cantada por Gabriela Rocha. Por conta da pandemia, a turnê que a cantora faria no país em junho foi cancelada, mas a artista segue influenciando uma nova geração de músicos que trabalha para expandir a música gospel mundo afora.

Estilos diferenciados no Brasil

Enquanto nos EUA a música cristã segue uma linha mais tradicional, com melodias facilmente identificáveis, no Brasil existe diferentes sonoridades. Ou seja, o gospel vai do rock ao sertanejo.

“Como a música abarca diferentes gêneros musicais, isso causa uma identificação de diferentes perfis de consumidores. A chegada do digital contribuiu ainda mais para essa diversificação”, pontua Maurício.

Transição para o digital

Embora haja crescimento no mercado de música gospel, Maurício destaca que os números do gospel ainda são bem pequenos, comparados com a música secular.

um fator que pode fazer os números aumentarem mais. “Não vejo um boom de consumo gospel no Brasil. Vejo um crescimento orgânico. Qualquer funkeiro tem três milhões de ouvintes. Aline Barros, com seus mais de 22 milhões de seguidores não passa de 1,5M de ouvintes”, pondera.

Um problema nisso, segundo Maurício, é a transição do digital no segmento, que ainda está lenta. “Eu até acho que o gospel neste momento de pandemia trouxe alento, esperança e aumentou o público de consumo, mas a verdade é que o público cristão precisa acelerar o processo de entrada nos apps de áudio streaming”.

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