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sábado, 15 maio 2021

Ramadã: jejum islâmico e pressão para os cristãos

Durante o Ramadã os muçulmanos têm 30 dias de jejum e devoção. Enquanto isto, os cristão aumentam o cuidado pois em vários países ocorrem duras práticas de perseguição religiosa

Por Priscilla Cerqueira 

Começou nesta segunda-feira, 12 e vai até o dia 11 de maio, o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos. Trata-se da celebração dos primeiros versículos do Alcorão, o livro sagrado, ao Profeta Muhammad. Porém, esses 30 dias de jejum islâmico são um período tenso para os cristãos perseguidos que vivem em contextos de opressão islâmica.

Mas por que o Ramadã importa para os cristãos? Porque muitos cristãos perseguidos vivem no contexto de países islâmicos, onde os muçulmanos são a maioria. Nesses locais é comum que eles enfrentem a opressão islâmica como o principal tipo de perseguição.

Prova disso é que dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2021, 34 têm a opressão islâmica como tipo de perseguição. Assim, o Ramadã afeta diretamente a Igreja Perseguida nos países de maioria muçulmana.

No Ramadã, os muçulmanos se sentem mais unidos do que nunca em uma comunidade global. Esse sentimento dá espaço a um exclusivismo religioso, em que todos os que não praticam essa fé são vistos como infiéis e, em casos mais extremos, dignos de algum tipo de punição. Assim, é inaceitável para a maioria muçulmana de um país islâmico que não muçulmanos possam comer enquanto eles jejuam.

Ramadã

O propósito do jejum realizado durante todo esse mês é tirar os muçulmanos de seu cotidiano e fazê-los reexaminar sua vida sob o contexto de um ideal maior. Por exemplo: quando você experimenta fome, torna-se mais consciente do sofrimento dos pobres; e, ao passar por um sofrimento real, mas limitado, pode se preparar para provas mais duras.

O jejum do Ramadã é um dos cinco pilares do islamismo e é obrigatório para todos os seus seguidores. Mesmo muçulmanos nominais, não tão conservadores, observam o Ramadã. O sentimento de comunidade é muito forte durante o período.

Para os cristãos que vivem em países muçulmanos, é grande a probabilidade de que a pressão e a perseguição aumentem durante o Ramadã. Ataques, ameaças, hostilidades e até mortes e violência contra cristãos são constantes em países muçulmanos.

Ore pelos muçulmanos

A organização Portas Abetas convoca a igreja livre da perseguição a orar pelos cristãos ex-muçulmanos que vivem em comunidades e países islâmicos. Enquanto os muçulmanos oram e jejuam a Alá, nós oramos por eles!

*Com informações de Portas Abertas

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