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sábado, 15 junho 2024

Quênia: sobe para 372 o número de mortos em seita “para ver Jesus”

Foto: Reprodução

As escavações na floresta ainda não foram concluídas pela polícia local, por isso o número de mortos pode ser ainda maior nas próximas semanas

Por Patricia Scott [EFE]

No Quênia, o número de mortos de uma seita subiu de 360 para 372. Eles jejuaram até a morte na floresta de Shakaholaem, no sul do país, para “ver Jesus Cristo”, de acordo com a polícia local.

A comissária regional de polícia da costa queniana, Rhoda Onyancha, afirmou que as escavações – reiniciadas na última segunda-feira (10), após várias semanas paralisadas – ainda não foram concluídas. Assim, o número de mortos pode aumentar nas próximas semanas.

As valas comuns e sepulturas encontradas na floresta de Shakahola, no condado de Kilifi, continuam sendo abertas pelas autoridades quenianas. No chamado “massacre de Shakahola” quase todos os corpos foram exumados na floresta, que cobre mais de 320 hectares. Apenas algumas pessoas morreram no hospital em decorrência do estado de saúde.

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Segundo o patologista do governo, Johansen Oduor, em 27de junho, dos 338 corpos examinados até o momento, 117 eram menores e 201 adultos, enquanto 20 estavam em estado de decomposição muito avançado para determinar a idade. De acordo com as autópsias realizadas até o momento, embora todos os corpos apresentassem sinais de inanição, alguns deles também apresentavam vestígios de estrangulamento e asfixia, principalmente os de crianças.

Os fiéis eram obrigados a continuar jejuando mesmo que quisessem abandonar a prática, conforme investigação da polícia. Vale salientar que, até o momento, ao menos 37 suspeitos foram presos por envolvimento nas mortes, que chocaram o país.

O ministro do Interior do Quênia, Kithure Kindiki, culpou as forças de segurança e a Justiça do país por negligência. Isto porque, segundo ele, não foram tomadas as medidas adequadas em resposta às queixas anteriores contra o suposto líder da seita, o pastor Paul Mackenzie. Ele, sob custódia da polícia desde 14 de abril, lidera a Good News International Church. No passado, Mackenzie trabalhou como taxista.

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