Quem o suicida quer  matar?

Vencer um pensamento suicida que  nos quer sufocar é necessário. Superar o que nos tenta subjudar ao extremo é imprescindível.

Como sabemos a notícia de que alguém acabou de tirar a própria vida se tornou previsível sem deixar de ser chocante. Por mais que contracenemos o tempo todo com enredos de vida interrompidos, perto e  longe de nós, por este gesto solitário, extremo e desesperado de suicídio, não coseguimos esconder nosso espanto e incorformismo. O ser humano foi criado para viver e o auto-homicídio é antivida.

No último dia 19 de Agosto o ambiente da Intenet se viu arrebatado com a notícia do suicídio do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Francisco Barroso, aos 28 anos. O caso viralizou na Web, predominantemete, porque, por meio de uma carta, Francisco revelou quem ele queria, de fato, matar. E não era ele próprio. A depressão e o alcoolismo eram os seus verdadeiros cadidatos à inexistência.

Mais recentemente, no dia 9 de Setembro, outro caso que chocou a América e boa parte do mundo, foi o do pastor Jarrid Wilson, da California, que deu fim à própria vida. Além da juventude do pastor (30 anos), o que tornou a tragédia mais comentada e abalou ainda mais as pessoas foi o fato de o pastor Jarrid ter sido um militante em favor da saúde mental e um verdadeiro missionário que ajudava pessoas com depressão e pensamentos suicidas.

A gente nunca sabe ao certo o que se passa na mente e no coração das pessoas. Muitas vezes uma pessoa que convive conosco pode nunca despertar em nós quaquer sinal de que trava algum tipo de luta emocional grave. Por outro lado, o convívio por tempo prolongado com alguém com algum tipo de comportamento ou atitude estranha, pode nos convencer que tudo não passa do seu próprio jeito de ser.

Tanto no caso do cabo como no do pastor, no entanto, temos exemplos de histórias existencialmente  pesadas, protagonizadas por pessoas vivendo em extremos emocionais, numa batalha ferrenha contra alguma coisa ou alguém e não contra elas próprias.

A grande verdade no entanto, é que todo suicida quer matar algo. Mas se não é a si mesmo, quem o suicida deseja matar? Esta pergunta é de grande importância, tanto por parte de quem contracena com pensamentos de morte, como de quem convive com gente que assim, como também por parte de quem deseja estudar o fenômeno do suicídio e seus desdobramentos.

Às vezes o medo, às vezes uma dor; ora um vício ou mesmo uma culpa; também pode ser um vazio ou até uma fuga. Mas… Nunca a si mesmo. Dar cabo da própria vida é uma atitude de extremo desespero, de alguém que, mesmo tendo tentado ao seu jeito, não conseguiueliminar quem o asfixiava e, aos poucos, o matava. Pode ser visto também como um gesto de alguém que agonizando não consegue enxergar facilmente uma rota alternativa que signifique alivio e vida.

Para tais pessoas a solidão de um quarto escuro ou uma dose a mais de uma bebida forte, pode parecer mais confortavel do que o divã de uma psicanalista, o gabinete de um pastor ou um simples papo à mesa de um restaurante com um amigo.

Mas matar uma depressão que deseja nos quer estrangular é possível. Vencer um pensamento suicida que  nos quer sufocar é necessário. Superar o que nos tenta subjudar ao extremo é imprescindível.

O suicida em potencial precisa aprender olhar seu augóz como sua caça. Seu verdugo como seu alvo e desafio. Seja qual for o que te oprime, lute contra e vença; seja quem for o seu usurpador, resista-o até que desista; seja quem for o seu opositor, enfrente-o até vencê-lo.

Existe uma força superior a favor da vida, existe um ser superior que é o autor da vida. Ele nos permite dizer: Não desista! Viva!É possivel.

Lécio Dornas é teólogo, educador e autor com vários livros publicados. Desde 2011 reside com sua família em Orlando, FL – EUA, onde pastoreia a First Baptist Churcho fo Windermere – Comunidade Brasileira.


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