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quinta-feira, 20 junho 2024

Quem diria, somos melhores que a média!

Por José Ernesto Conti

Em artigo publicado na Folha, no dia 27/11, o antropólogo Juliano Spyer questiona “Por que os evangélicos são excluídos da cena literária do Brasil?”. Na verdade, o Spyer apenas ressoa o questionamento do Marcos Simas, um veterano com mais de 30 anos de experiência no mercado editorial brasileiro, quando disse: “Vamos ser honestos: eventos literários como a FLIP discriminam os leitores religiosos”.

O que me chamou a atenção foram comentários como: existe a percepção de que crentes pensam de maneira uniforme e que não têm interesse em artes e literatura, o que é falso. Ele cita o caso de igrejas históricas como a Presbiteriana e a Metodista, que fundaram instituições de ensino respeitadas.

Acrescenta Simas que o fato das igrejas evangélicas terem as “escolas dominicais”, elas promovem a prática da leitura e da interpretação de textos em bairros periféricos em todo o país.

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Ouro dado importante ressaltado por Simas é que um evangélico lê em média 7,1 livros por ano, mais do que a média da população. Ele ressalta que o interesse pelos evangélicos pela leitura reflete nos resultados financeiros do setor editorial e que o volume financeiro na categoria religião, só perde para os livros didáticos, gerando uma receita de R$ 558 milhões (em 2017, última estatística), sendo que os livros religiosos venderam quase três vezes mais exemplares que os de literatura adulta e quatro vezes mais do que os livros de autoajuda.

Ele conclui seu artigo, dizendo que a FLIP contraditoriamente diversifica sua feira para todos os tipos de literatura, porém se distancia da temática religião, excluindo 70 milhões de brasileiros que consomem literatura.

Fico feliz em ver que uma voz fora dos arraiais evangélicos, consegue enxergar uma realidade que muitas vezes, nós, evangélicos não conseguimos ver. E principalmente os importantes ganhos sociais que o fato dos evangélicos lerem mais, por certo teremos uma geração muito mais envolvida com as questões culturais e sociais de nossa nação.

Saber disso em uma época em que muitos em nosso meio estão desesperançados com as circunstâncias socioeconômicas do nosso país, quando percebemos que nossas escolas têm formado um cidadão desinteressado com a leitura e interpretação de textos, que não conseguem evoluir no conhecimento, bem como na melhoria das condições intelectuais, vemos uma luz brilhante no futuro dos jovens evangélicos, só pelo fato de serem evangélicos e frequentam uma escola dominical.

Esse dado, precisa ser divulgado e incentivado no meio evangélico. Não podemos nos acomodar, nem achar que está muito bom. Creio que podemos melhorar e muito, para que nossas crianças e nossos jovens sejam cada dia mais capazes de vencer em uma sociedade que carece de bons cidadãos. Não vamos retroceder.

José Ernesto Conti é pastor Presbiteriano e escreve todas às terças-feiras em Comunhão.

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