Quase sou Feminista!

O pastor Ed René Kivitz publicou recentemente um artigo na Veja (Ed. 2628) sobre o “Machismo e a Bíblia”.

Confesso que concordo com muita coisa sobre o que ele já escreveu ou falou. O problema é que defende no texto ser Paulo um “injustiçado”: “Embora ainda limitado às tradições de seu tempo, o apóstolo foi responsável por grandes guinadas na maneira como a figura feminina passou a ser percebida e tratada”.

Creio que o machismo, como estabelecido hoje em nossa sociedade, é muito mais resultado da cultura do que influência das Escrituras. É um grande erro, usando um exemplo de Tertuliano, afirmar que a mulher “é o portão de entrada do inferno; é a primeira desertora da lei divina”. Devido a esses desvios de entendimento, a liderança evangélica deve rever a maneira como suas frequentadoras e membras são tratadas dentro dos templos.

Vamos lá, nem Paulo nem Deus (que é o autor da Bíblia) corroboram a ideia de que a mulher é a porta do inferno. O que Paulo, sob inspiração do Pai, define é um modelo de sociedade em que as pessoas seriam felizes, sob qualquer aspecto que queiramos estipular. Ao longo de sua história, e principalmente hoje, a humanidade tem envidado todos os esforços para criar um novo pilar para a sociedade, como se a base que o Senhor determinara fosse a desgraça feminina. Como “desculpa” para fazer essa mudança no modelo do Criador, enfatizam-se a humilhação e o desprezo da mulher na Bíblia.

O propósito do Soberano sempre foi a felicidade tanto do homem quanto da mulher, assim como também dos filhos, ou seja, Ele deu uma dica para que uma família seja feliz. Mas a sociedade prefere consertar o “erro divino”, libertando a figura feminina da “opressão”, resgatando os direitos perdidos, deixando-a ser o “homem da casa”. É verdade, Deus deve ser um ignorante mesmo. Fazer o quê, as feministas devem estar certas?

Por José Ernesto Conti


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