Estudo da Starbem aponta que dificuldades de conciliar trabalho e vida pessoal pesam mais do que a carga de tarefas
Por Cristiano Stefenoni
Quanto maior a empresa, pior a saúde mental dos seus profissionais. Pelo menos é isso que constatou um estudo da Starbem, com 5.900 colaboradores de 89 empresas. Para empresas com até 100 funcionários, o risco psicossocial é de 38% enquanto que, nas corporações com mais de 250 empregados, esse percentual sobe para 46%. Na prática, isso significa aumento no sofrimento emocional como ansiedade, estresse crônico e esgotamento.
E ao contrário do que muita gente pensa, o problema não está na sobrecarga de trabalho, mas na dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal. Além disso, o estudo mostra um contraste na ideia de que grandes empresas que oferecem ambientes saudáveis fariam a vida do colaborador mais amena em relação a pressão do dia a dia. O que não acontece.
Ainda segundo a pesquisa, o ponto mais crítico do estudo é em relação a conciliação entre trabalho e família, com o risco psicossocial chegando a 60% nas grandes empresas e a 70% nas médias. Já no que se refere aos tipos de transtornos mentais mais evidentes está a ansiedade, nas seguintes proporções das organizações: pequenas (30%), médias (28%) e grandes (25,5%).
O aumento dos riscos também pode ser visto em relação ao suporte social e à liderança, onde atingem altos níveis, com distanciamento entre líderes e equipes, falhas de comunicação e sensação de reconhecimento insuficiente.
Saúde mental no trabalho
Pesquisa: Starbem
Amostra: 5.900 colaboradores
Empresas analisadas: 89
Risco psicossocial médio por porte da empresa
• Pequenas (até 100 funcionários): 38%
• Médias (até 250 funcionários): 40,6%
• Grandes (mais de 250 funcionários): 46%
Principal fator de risco
• Dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal
• Carga cognitiva e emocional considerada baixa em todos os portes
Conciliação trabalho e família (índice de risco)
• Empresas médias: 73,1%
• Pequenas empresas: índice elevado
• Grandes empresas: mais de 60% dos colaboradores em risco
Ansiedade (alta propensão)
• Pequenas empresas: 30%
• Médias empresas: 28% (chegando a 40% em algumas áreas)
• Grandes empresas: 25,5%
Outros alertas do estudo
• Aumento dos riscos ligados a liderança e suporte social em empresas maiores
• Indícios de distanciamento entre líderes e equipes
• Sensação de reconhecimento insuficiente e baixa escuta
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