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segunda-feira, 3 agosto, 2020

“Quando o sol se põe” no Top 10 da Netflix

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É a primeira vez que um filme cristão brasileiro estreia na Netflix. “Estamos muito felizes por essa conquista”, declarou o diretor do filme, Fábio Faria

O filme brasileiro “Quando o sol se põe” já está fazendo sucesso na Netlix. Em 24h de estreia, o primeiro longa cristão brasileiro a fazer parte do catálogo da Netflix, também alcançou o TOP 10 Brasil da plataforma de streaming. Acesse o filme aqui!

“Quando o Sol se Põe”, que foi gravado em Santa Catarina, e lançado em 2017, tem alcançado bons resultados. Levou seis estatuetas na quinta edição do Festival Internacional de Cinema Cristão, em 2017. Em abril passou a estar disponível nas plataformas digitais: Apple TV, Vivo Play, Google Play, YouTube Filmes e Now. E agora chegou na Netflix.

“Não esperava essa repercussão toda assim, só agradeço a Deus. É gratificante”, declarou  Fábio Faria, do Grupo Red Films, que roteirizou e dirigiu o filme.

O elenco traz nomes já conhecidos no meio evangélico. São eles: Priscilla Alcântara, Lu Alone, Filipe Lancaster, Lito Atalaia, Gabriel Barreto, Samuel Araújo e Dany Graice. Em entrevista à Comunhão, o diretor, Fábio Faria dá mais detalhes sobre a produção do filme e de suas expectativas. Confira!

Comunhão – Pela primeira vez um filme cristão brasileiro estreia na plataforma Netflix. O que isso representa para o mercado evangélico de cinema? É uma grande conquista?

Fábio Faria – É uma grande conquista não só para o mercado de cinema, mas para todos que produzem algum tipo de conteúdo. Isso para o cinema é uma porta que se abre gigantesca, para documentários, séries. Faço parte de uma equipe que está desbravando isso e abrir portas para o cinema cristão. Só de estar na maior plataforma de filmes do mundo.

Em abril o filme foi lançado nas plataformas digitais, e recentemente, ganhou seis estatuetas no 5º Festival Internacional de Cinema Cristão. Como diretor do longa, você esperava essa repercussão toda? Como tem recebido isso, sobretudo da comunidade evangélica?

Nós concorremos no FICC e ganhamos em quase todas as categorias. Foi um presente de Deus. Em abril o filme se tornou o mais procurado nas plataformas e isso gerou o desejo da Netflix de colocá-lo na plataforma. Eu sempre trabalho muito com a realidade. Mas confesso que minha vida agora virou uma série e que agora estou vivendo uma nova temporada, pois tudo fica mais acelerado. Não esperava essa repercussão toda assim, só agradeço a Deus. É gratificante!

E agora o filme estar no top 10? 

Agora tem mais trabalho e que possamos continuar crescendo. Pra continuarmos nesse top 10 acredito que pode ser a força ainda mais todos os evangélicos porque é maravilhoso poder assistir um filme com toda a família, onde as pessoas vão se divertir, e se emocionar acima de tudo. Fico feliz pela conquista, mas ao mesmo tempo um pouco assustado por conta da responsabilidade. Mas eu sendo um instrumento de Deus para inspirar outras pessoas que é no cinema, ou ajudar alguém que sofre no hospital ou em casa, e conseguir de alguma forma ajudar o outro é gratificante. Tem uma música no final do filme que fala: ‘a luz passou por onde eu andei’, então eu quero ser essa luz por onde eu andar.

Qual o diferencial de “Quando o sol se põe” das demais produções evangélicas do Brasil para alcançar todo esse êxito?

Estou feliz porque no momento que estamos vivendo nesse isolamento social, e onde as pessoas também tem tido um isolamento emocional. E o filme fala para estarmos unindo forças em prol de um único objetivo. É uma banda mas cada um dos integrantes, tem seu universo de sofrimento, de  tristeza, mas que juntos, vão em prol de um só objetivo. É isso que precisamos hoje, chorar com os que choram, para que juntos tornemos pessoas mais fortes.

Como o filme foi elaborado? Porque a escolha de “Quando o sol se põe”?

A gente sempre acorda de manhã pedindo as coisas para Deus e quando o sol se põe esquecemos de agradecê-lo. Cada dia que se completa é o dia que o Senhor nos deu, é o momento de agradecê-Lo em tudo o que acontece, o respirar e conseguir vencer o dia, não estar doente, etc. Para mim quando o sol se põe é mais um dia que Deus nos deu e dizer a Deus: obrigado. Isso vem muito forte no meu coração, independente da minha história. O filme também mostra que temos que ser gratos por tudo e que temos que estar sempre lutando.

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Diretor do filme, Fábio Faria. Foto: Divulgação

Qual a principal mensagem que você procurou passar através do filme?

Quando a gente roteiriza e escreve um filme, vai muito da forma que temos da sua cosmovisão. Então acredito que seja assim comigo, porque é um filme muito leve. Se a pessoa não é evangélica, ou não está dentro do contexto que estamos de vida, ela vai perceber que é um filme com uma mensagem de Deus, mas vai impressionar com a leveza que ele passa sem qualquer tipo de apelação. Tem pessoas que estão assistindo o filme várias vezes de tanto que estão se apaixonando pelo projeto. Isso me deixa extremamente feliz.

O elenco conta com grandes nomes da música gospel no Brasil como Priscilla Alcantara e Lu Alone, entre outros, que tem se destacado bastante com seus trabalhos artísticos no país. Foi um diferencial para o sucesso do filme?

Na verdade na época não pensei nisso, pois não tínhamos essa mídia toda na cabeça na disposição. Mas foi um presente, um bônus. Graças a Deus cada um deles foi crescendo ao longo do tempo até o lançamento do filme e isso tem ajudado a impulsionar nas redes sociais deles, com o carisma e profissionalismo deles. Agradeço muito a Deus por isso.

Qual sua expectativa para daqui para frente?

Temos uma expectativa que o filme possa continuar sendo destaque na Netflix. Nós sonhávamos que isso poderia acontecer. Sabia que poderia ser uma tarefa quase impossível, pois foi o mês com o maior número de lançamentos. Foram 110 filmes lançados nos últimos 12 messes e todos com orçamento e o nosso não. Nós entramos sem nenhuma propaganda ou marketing. Nós queremos chegar no topo, mas o que vai fazer com que a gente consiga ir mais longe é a propaganda de boca a boca.

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