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quarta-feira, 8 dezembro 2021

Qualquer coisa serve!

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Falava com um colega e amigo ao telefone. A conversa era muito especial. O assunto era motivador e, acima de tudo, com um homem de Deus. O meu coração ferveu de maneira tal que fiquei inspirado com uma expressão que jorrou dos lábios daquele profeta de Deus: “qualquer coisa serve”.

Deus, ao criar a natureza, projetou cada elemento em seu devido
lugar e com toda a excelência, por saber que criaria um homem que certamente gostaria de viver de maneira digna. Deus, então, tomou a iniciativa de executar tudo maravilhosamente bem em favor do homem.

Fui várias vezes abordado por pedintes e meninos de rua, que quando percebem que não receberão nada, chegam a ponto de dizer: “Pelo amor de Deus qualquer coisa serve”.

Um fato inquestionável é que nós recusamos “qualquer coisa” que alguém queira nos oferecer, não é verdade? Vejamos algumas áreas:

Na área sentimental, uma garota ou um rapaz não gostaria de ter como namorado, quem sabe aqui um esposo ou uma esposa, que “fosse qualquer um”. O que ouvimos é: “tem que ser alto, olhos azuis, verdes, cor de mel, que impressiona no físico, atraente, bem remunerado, alegre, charmoso e que nunca tenha namorado alguém”.

Na área profissional, “não serve qualquer trabalho”. Há sempre
no coração de todos os desejos de ter uma boa função e com um ótimo salário. Alías é de praxe ouvir: “se não for por tanto eu não trabalho”.

No mundo empresarial, muitos profissionais querem os melhores
empregados. Se é uma empresa que tem visão, investe na vida dos funcionários e em cursos para ganhar sempre a concorrência, reciclagem e por aí vai.

Na vida espiritual? Na caminhada com Jesus, muitos têm tido esta concepção de que para o “reino de Deus qualquer coisa serve”.

Serve qualquer oração mesmo que seja meteórica, serve uma
leitura bíblica de qualquer jeito, serve apresentar meus dons e talentos a Deus de qualquer jeito, a qualquer hora, e como quero.

Quando sou solicitado a cumprir com o meu dever de devolver a
Deus o dízimo que é santo (Lv.27.32; Dt.12.), faço uma oferta como se fosse o dízimo, porque “o importante é participar”, não importa como.

Outros dizem: “Deus entende”, “qualquer coisa serve”, e “Ele conhece o meu coração”. Quando chega a hora de apresentar a minha gratidão com as ofertas que deveriam sair do coração, vem novamente “aquele vozinha do inferno” dizendo: “Qualquer coisa serve, pois Deus não olha para a aparência. Ele é bonzinho, sempre compreensivo. O importante não é o quanto se dá nem a hora e a qualidade, pois para Deus, qualquer coisa serve”.

Interessante que na hora de pedir, tem que ser para “ontem”,
precisa ser uma roupa de marca, um tênis da onda, a melhor comida, os melhores passeios, uma casa tipo castelo. Um carrinho? Jamais? Tem de ser uma carreta… Mas quando Deus diz: “Posso ser adorado com sua vida?”. Aí a maioria diz, claro, isto é fácil, pois para o Senhor, “qualquer coisa serve”.

O rei Davi deixa uma linda lição para nós: “Jamais oferecerei ao
Senhor Holocaustos que não me custem nada” (II Sm.24.24).
Dói o meu coração quando vejo Deus realizando tantos benefícios, alguns até impossíveis aos nossos olhos, o que poderíamos chamar de milagres, na vida de tantos; e tais beneficiados, quase ou nunca chegam com uma oferta de gratidão ao Deus da compaixão! São vidas marcadas por espíritos de miséria, avareza e usura! Ai dos que esquecem a gratidão!

Quem deseja ouvir, ouça: qualquer coisa nem o nosso semelhante merece, a menos que “esse qualquer coisa” seja a única e melhor coisa que tenho; o pior, ou até mesmo nada, para o Diabo e todos que pensam que para Deus qualquer coisa serve!
Mas, para o Deus do amor, devo apresentar as primícias da excelência, o meu melhor!

Pr. Ivonildo Teixeira
Autor de mais de 30 livros, ministrou sobre finanças em quatro continentes; pastor da Igreja do Nazareno, Praia de Itapoã, Vila Velha – E.S. www.ivonildoteixeira.com.br

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