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terça-feira, 16 agosto 2022

Qual a posição do Brasil no pódium mundial da felicidade?

O mundo está em turbulência. Os acontecimentos envolvendo pandemia, desemprego e guerra são desanimadores, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) traz uma boa notícia, pelo menos para alguns países: o lançamento da 10ª edição do Relatório Anual da Felicidade no Mundo

Por Lilia Barros

Pelo quinto ano consecutivo, a Finlândia foi escolhida como o país mais feliz do mundo, com a Dinamarca em segundo lugar, seguida por Islândia, Suíça e Holanda. O Brasil aparece em 38º lugar geral. Na América do Sul é o segundo mais feliz e o quinto da América Latina.

Curiosamente, a feliz Finlândia faz fronteira com a Rússia, marcando uma realidade sombria em tempos de guerra: o país mais feliz ao lado de um dos mais infelizes. A Rússia ficou em 80º lugar na lista.

Diversos critérios são levados em consideração para avaliar a felicidade, como PIB per capita, expectativa de vida saudável, generosidade, percepções de corrupção e, além desses, está a liberdade para fazer escolhas de vida. O relatório também analisou os lugares onde as pessoas estão mais tristes. A Venezuela está na posição de número 108, ficando abaixo até mesmo do Iraque. O Afeganistão foi classificado como o país mais infeliz do mundo, com Líbano, Zimbábue, Ruanda e Botsuana completando os cinco piores.

O que faz a Finlândia tão feliz?

“As pesquisas mostram que a alta classificação nessas pesquisas não é tanto sobre cultura. É mais sobre como as instituições de um país cuidam de seu povo – isso leva a classificações mais altas de satisfação com a vida”, diz o filósofo Frank Martela. Outros fatores que contribuem para o sucesso deste pequeno país incluem planejamento urbano inteligente, acesso a espaços verdes para reduzir o estresse e promover a atividade física, um sistema eficaz de tributação progressiva e fortes sistemas de saúde e educação.

“A primeira delas é a questão espiritual, observe que todos os países que estão nos primeiros lugares são países aonde predomina o cristianismo, não é uma coincidência, a Bíblia diz que “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” – Pastora Eristela Bernardo Martins, Igreja Internacional da Graça de Deus

O Relatório Mundial da Felicidade, que classifica a felicidade global em mais de 150 países ao redor do mundo, é divulgado todos os anos pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Os estatísticos baseiam o ranking em dados da Gallup World Poll e vários outros fatores, incluindo níveis de PIB e expectativa de vida. Com o mundo entrando no terceiro ano da pandemia, o relatório tem três áreas de foco em 2022: olhar para o passado; observar como as pessoas e os países estão se saindo diante da Covid-19; e olhar para frente para como a ciência do bem-estar provavelmente evoluirá no futuro.

A boa notícia é: o relatório deste ano encontrou um crescimento mundial notável em todos os três atos de bondade monitorados na pesquisa. “Ajudar estranhos, voluntariado e doações em 2021 aumentaram fortemente em todas as partes do mundo, atingindo níveis quase 25% acima do período pré-pandemia”, diz John Helliwell, professor da Universidade da Colúmbia Britânica.

A pastora da Igreja Internacional da Graça de Deus, em Minas Gerais, e advogada, Eristela Bernardo Martins pontua algumas questões para explicar a diferença entre ser ou não uma nação feliz. “A primeira delas é a questão espiritual, observe que todos os países que estão nos primeiros lugares são países aonde predomina o cristianismo, não é uma coincidência, a Bíblia diz que “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. A palavra de Deus é como um norte e, naturalmente, se destaca no grau de felicidade de um povo. Outra questão é a política. Nesses países, o índice de corrupção é muito baixo ou quase inexistente, inclusive a renda per capta é superior e traz esse resultado tão positivo na vida das pessoas. Paralelo a tudo isso, o psicológico da população é beneficiado porque viver em um país onde se acredita nas autoridades, onde se tem certa segurança naquele lugar, nos torna pessoas melhores e mais felizes”, afirma.

Segundo a pastora e advogada, o Brasil precisa como cristão fazer diferença na sociedade. “Precisamos aprender a votar, a lutar por um país onde a desigualdade social seja menor, por um país onde o índice de corrupção venha cair ou desaparecer da nossa nação porque sem corrupção, é claro que as pessoas vão viver melhor. Moramos em um país que é altamente rico e as pessoas são miseráveis. Por que falta recurso financeiro? Não. Porque faltam pessoas íntegras na nossa nação”

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