PT lança Dilma como candidata à sucessão

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou no dia 20 de fevereiro, a pré-candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial durante o encerramento do 4º Congresso Nacional do partido. A oficialização da candidatura da ministra só será feita em junho, conforme prazo determinado pela legislação eleitoral.

“Foi me dada uma tarefa extremamente difícil que é convencer vocês a votar na companheira Dilma. Pelo que vi hoje, esta tarefa é desnecessária”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à militância petista, ao apresentar Dilma como pré-candidata.
“Recebo com humildade essa tarefa que vocês estão me conferindo, mas com coragem e determinação. Jamais pensei que a vida me reservaria tal desafio”, disse a ministra, visivelmente emocionada com a calorosa recepção.
O presidente Lula lembrou a participação de Dilma na luta armada para defender a democracia e queixou-se do preconceito que a ministra enfrenta. “O maior preconceito contra a companheira Dilma não é pelos seus defeitos, mas pelas qualidades. Em primeiro lugar, pelo fato de ser mulher”, afirmou Lula.
O PT oficializa a pré-candidatura de Dilma Rousseff à presidência faltando menos de oito meses para as eleições. O presidente do partido, José Eduardo Dutra, esclareceu que a ministra ainda não está em campanha eleitoral, mas admitiu a possibilidade de o PT enfrentar uma enxurrada de representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada.
“Este não é o lançamento da candidatura. Vamos obedecer à lei eleitoral, mas o partido não vai se surpreender com as ações da oposição no TSE”, afirmou Dutra.
Segundo a lei eleitoral, o prazo para desincompatibilização termina em 3 de abril. Até lá, candidatos devem deixar os cargos que ocupam na administração pública. Em junho, as convenções formalizam as escolhas partidárias e os registros das candidaturas devem ser feitos até 5 de julho.