Guerra Civil na Venezuela

Foto: Reuters

Protestos já mataram quatro pessoas. Regime de Nicolás Maduro reprime com violência os protestos liderados pela oposição

Os protestos dos últimos dois dias na Venezuela levaram à morte de quatro pessoas, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS). A instituição reportou nesta quinta-feira (2) mais 3 mortes ligadas aos distúrbios ocorridos após a tentativa de levante militar liderada por Juan Guaidó.

Um venezuelano que mora no Espírito Santo e preferiu não se identificar enviou fotos e vídeos para a redação de Comunhão (vídeos abaixo). A situação no país está bem tensa.

A primeira morte divulgada com os confrontos foi de Samuel Enrique Méndez, de 25 anos, no estado de Aragua. Além dele, morreram Jurubith Rausseo García, de 27 anos, por impacto de bala, segundo a ONG, e os jovens Yoifre Hernández Vásquez, de 14 anos, ferido com bala nesta quarta, e Yosner Graterol, de 16 anos, atingido por bala em Aragua na terça (30).

Com isso, chega a 57 o número de manifestantes mortos em ações contra o governo de Maduro este ano, de acordo com a OVCS.

Confrontos

Um internauta venezuelano que reside no Espírito Santo há cinco meses, enviou à nossa redação o vídeo abaixo. Ele explicou que a repressão das forças de Maduro está ocorrendo mais brutalmente nas vias de acesso ás grandes concentrações organizadas. “Eles atacam os moradores que estão sozinhos ou em grupos de duas ou três pessoas, com bastante violência”, contou o venezuelano que prefere não se identificar.

“A coisa já vinha ficando muito assustadora há dois anos e meio. Eu precisava viajar pra Roraima uma vez por mês pra comprar comida. Até que não aguentamos mais, fizemos uma pesquisa na internet e vimos que a cidade da Serra era bem parecida com o local aonde morávamos. Meus pais e os pais da minha esposa estão na Venezuela, são doentes, e tememos pela vida deles”, finalizou

 

Crise

A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países.

Paralelamente, o país sul-americano vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.

Protesto

O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó convocou a população para um protesto na última terça (30) contra o regime de Nicolás Maduro. A manifestação foi intitulada de “Manifestação liberdade” Veja o protesto!

*Com informações da RTP (emissora pública de televisão de Portugal), Agência Brasil e fonte venezuelana residente no ES. 


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