Caso Linhares – Protestos marcam um mês da tragédia

Os cartazes foram pregados no portão da casa onde os irmãos morreram incendiados. Foto: Reprodução Web

População pede por justiça: “não podemos nos calar”.

Uma multidão de pessoas se reuniu em frente a casa onde os meninos morreram carbonizados em Linhares (ES). Protesto foi na noite desta segunda-feira (21), dia em que a tragédia completou um mês.

Os moradores colocaram cartazes, balões, flores e velas na fachada da casa incendiada. Todos com pedidos de respostas e de justiça sobre o caso. “Não podemos nos calar”, “os anjos foram sacrificados?”. Os participantes fizeram orações, bateram palmas e jogaram balões brancos no quintal da casa.

O pastor George Alves, pai de Joaquim, de 3 anos, e padrasto de Kauã, de 6, passou a ser investigado por homicídio. Ele está preso desde o dia 28 de abril em Viana (ES). Desde então, os cultos não estão sendo realizados no templo. A igreja também sofreu depredações. Muitos preferem o silêncio.

O caso segue em segredo de justiça. Por determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP), os delegados responsáveis pelo caso não foram autorizados a falar mais sobre o assunto até que as investigações sejam concluídas.

 


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