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terça-feira, 18 janeiro 2022

Projeto de lei quer proibir linguagem neutra nas escolas do Brasil

Os adeptos da linguagem neutra, segundo a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB), querem destruir palavras simples e consagradas para promover um contrassenso linguístico histórico

Por Patricia Scott 

Após a aprovação em Criciúma (SC) do Projeto de Lei, que proíbe o uso da linguagem neutra nas escolas, a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB) protocolou na Câmara Federal, na última terça-feira, 03, o Projeto de Lei 2650/21. O PL propõe a proibição da linguagem neutra nas escolas públicas e privadas em todo o Brasil.

As regras ortográficas da Língua Portuguesa, segundo a parlamentar, em relação ao gênero fazem “parte da riqueza e exatidão de nossa língua que a flexão de gênero se estruture dessa forma, expressando perfeitamente os dois gêneros biológicos”.

De acordo com Geovânia, “os adeptos de tal linguagem querem destruir palavras simples e consagradas para promover um contrassenso linguístico histórico. Pretendem substituir “ela” e “ele” por “elu”; “todas” e “todos” por “todes”, entre outras mudanças”.

A linguagem neutra propõe uma alternativa para atender a todos os gêneros, com palavras terminadas, por exemplo, em “x”, “@” ou “e”. O PL 40/2021, aprovado na cidade catarinense, é de autoria do vereador Obadias Benones (AVANTE). Foram 14 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. Agora, segue para sanção do prefeito Clésio Salvaro (PSDB).

Gênero neutro

“No português, ‘todos’ engloba todas. E não é coisa da minha cabeça não. Todos sabem que o português vem do latim, e no latim havia o gênero masculino, o gênero feminino e o gênero neutro. Na passagem do latim para o português, o masculino passou a fazer o papel do neutro”, explicou o vereador Benones em entrevista ao Portal Engeplus.

Ele frisou ainda que “quando você dá bom dia a todos, você está cumprimentando todo mundo. Dizer boa noite a todos e a todas é redundância. E ‘todes’ nem vou comentar, porque não é língua portuguesa”.

O PL prevê a proibição da linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino. A lei estabelece também que a violação do direito do estudante ao aprendizado da Língua Portuguesa acarretará em sanções administrativas às escolas. Atendendo a uma sugestão da deputada estadual Ana Campagnolo (PSL), o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSC), editou um decreto que veta o uso da linguagem neutra em escolas públicas e privadas do estado.

Com informações do ND Mais e Engeplus

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