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domingo, 21 DE julho DE 2024

Projeto de instituição cristã combate a fome na fronteira Brasil-Venezuela

Foto: Sol Cruz/Visão Mundial Brasil

A iniciativa, além da segurança alimentar e nutricional, tem como foco a proteção infantil e a capacitação a partir de cursos profissionalizantes

Por Patricia Scott

“Esperança sem Fronteiras”. É o projeto lançado pela Visão Mundial, que tem como foco oferecer assistência humanitária aos venezuelanos que são forçados a deixar o país, assim como os brasileiros que residem na fronteira. A mobilização ocorre em diversos países, incluindo o Brasil.

O “Esperança sem Fronteiras”, além da segurança alimentar e nutricional, tem também como objetivo a proteção infantil e a capacitação a partir de cursos profissionalizantes e de Língua Portuguesa. Vale salientar que, recentemente, foram ofertadas vagas em cursos gratuitos para migrantes e refugiados venezuelanos nas áreas de design de sobrancelhas; manicure e pedicure e língua portuguesa.

“Proporcionar formação profissional a essas pessoas é primordial para que elas consigam emprego no Brasil. Além disso, nosso objetivo é ajudar nesse processo de mudança, em que a língua é a principal barreira de quem migra. Com o curso de língua portuguesa, eles podem aprender sobre o idioma e se comunicar no país”, detalha Lusmara López, coordenadora do projeto em Roraima.

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Aproximadamente 400 famílias venezuelanas e brasileiras que moram em Paracaima (RR) são atendidas pelo projeto. A partir da iniciativa 400 cestas básicas e 400 kits de higiene já foram entregues. A meta é chegar a 1,2 mil cestas e kits até o final de 2022. As ações são voltadas principalmente para seis regiões de extrema vulnerabilidade: Balança, Florestal, Suapi, Macunaíma, Vila Nova e Vila Esperança.

“São pessoas em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica, que necessitam de suporte para alimentar as famílias com qualidade. São pessoas que passam fome. É uma realidade muito triste que precisamos abraçar e ajudar”, explica Lusmara.

Resposta à fome

O projeto é uma resposta à crise migratória da Venezuela, segundo os idealizadores do “Esperança sem Fronteiras”. Dados da Visão Mundial Internacional (World Vision International), divulgados em junho, apontam que 82% de migrantes e refugiados de cinco países, incluindo a Venezuela, não conseguem suprir necessidades básicas como a própria alimentação e a dos filhos. A realidade é semelhante ao que mostrou o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia, da Rede Penssan, de junho: 33 milhões de brasileiros passam fome.

Regina Guzmán atuava como professora antes de migrar para o Brasil. Ela diz que, por medo, não tinha planos de deixar tudo para trás e arriscar a sorte em um novo lugar, mesmo com as dificuldades na Venezuela. Contudo, resolveu trazer os filhos para perto do pai e acabou ficando. “Receber a cesta básica é a garantia de alimentação dos meus três filhos”.

Essa trajetória, segundo ela, trouxe mais estabilidade para ela e a família. Ainda que esteja vivendo em uma ocupação espontânea, a migrante fala que se sente feliz e tem alcançado bem-estar. Regina declara que, para o futuro, espera estabelecer uma vida no Brasil, trabalhar e ver os filhos formados. “Tenho esperança de conseguir oportunidades com a minha formação. Também quero que meus filhos ingressem na universidade e se tornem bons cidadãos”.

Para apoiar essa e outras ações da Visão Mundial, basta clicar AQUI!. Já para doar por débito automático, boleto ou transferência bancária é preciso entrar em contato com a organização por e-mail [email protected], no 0800 70 70 374, ou via WhatsApp: (11) 98484-0442.

 

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