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domingo, 15 DE fevereiro DE 2026
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Professor ganha prêmio por usar Bíblia em educação carcerária

‘Regime fechado, visão aberta’ faz professor concorrer como Educador do Ano.

Um professor de história mineiro foi premiado pela Fundação Victor Civita como um dos 10 melhores projetos em educação do país. Di Gianne de Oliveira Nunes, agora, irá para a concorrência final cujo prêmio é o título de Educador do Ano.

Tudo se deu quando passou a desenvolver um projeto de Educação de Jovens e Adultos e Ensino Médio (EJA) da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), localizada em Lagoa da Prata, região Centro-Oeste de Minas Gerais.

O projeto se deu em utilizar Bíblia, entre outros recursos, com o intuito educacional de ensinar História aos seus estudantes. Di Gianne conseguiu se destacar entre os mais de 5 mil projetos inscritos.

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Regime fechado, visão aberta foi o nome escolhido para a ação educacional que, segundo o professor, pretendia criar novas metodologias para chamar a atenção de seus estudantes – entre eles a Bíblia, um dos livros mais comumente lidos no país.

“Na unidade prisional, quando eu estava dando aula sobre império romano, um aluno me questionou se existia a possibilidade de estudar por meio da Bíblia. Foi então que percebi que a grande quantidade de Bíblias disponíveis dentro da escola do presídio. Agora, vou utilizar o livro mais comum do sistema prisional a nosso favor”, afirmou, em entrevista dada ao Correio Braziliense.

Ele avalia o cenário bíblico como “histórico e fértil”. “Mergulhamos em um trabalho intenso para estudar, analisando as tradições, as culturas e as sociedades dos romanos e dos gregos”, contou.

“Como no presídio os alunos não têm acesso à internet, usamos a Bíblia e os livros de história. Ora líamos um, ora outro e, depois, discutíamos se o fato era comprovado pela arqueologia. Eles ficavam ansiosos para as aulas”, destacou o professor.

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Di Gianne afirma que o rendimento escolar melhorou. “A mãe de aluno me ligou e disse, chorando: ‘Meu filho só tinha saído no jornal em páginas policial e, agora, todo mundo voltou a acreditar nele. De repente, ele era vencedor num projeto educacional em nível nacional”, relembrou.

O professor ganhou 15 mil reais como premiação. O valor, no entanto, foi dividido entre os estudantes. “Nada mais justo. Eles são os protagonistas”, comentou sua decisão de compartilhar.

 

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