Ex-ministro Wagner Rossi é preso em operação da Polícia Federal

Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura. Foto: Agência Brasil

Advogado diz que prisão é ‘abusiva’. Ex-ministro presidiu a estatal Codesp, administradora do porto de Santos. Prisões da Operação Skala foram pedidas pela procuradora-geral Raquel Dodge.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Skala nesta quinta-feira (29) para cumprir mandados de prisão nos estados do Rio de Janeiro e em São Paulo. A PF investiga se a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos, recebeu vantagens a partir de um decreto do presidente Michel Temer.

Já foram presos: Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, o ex-coronel da Polícia Militar João Batista Lima Filho, e José Yunes, ex-assessor do presidente. Eles foram levados pelos agentes no início do dia e cumprem prisão temporária. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

O advogado de Wagner Rossi, Rafael Chiaradia, afirmou que a prisão é “abusiva” e que a defesa ainda tenta entender as circunstâncias da decisão.

“Wagner Rossi aposentou-se há sete anos. Desde então, nunca mais atuou profissionalmente na vida pública ou privada. Também nunca mais participou de campanhas eleitorais ou teve relacionamentos políticos. Mora em Ribeirão Preto onde pode ser facilmente encontrado para qualquer tipo de esclarecimento. Nunca foi chamado a depor no caso mencionado. Portanto, são abusivas as medidas tomadas. Apesar disso, Wagner Rossi está seguro de que provará sua inocência”, afirmou o advogado em nota.

A defesa de Yunes classificou a prisão como “inaceitável”. O ex-ministro Rossi foi citado em delação premiada da JBS por pedir propina durante o governo de Dilma Rousseff e Michel Temer. Ele presidiu a pasta em 2010, no governo Lula, e em 2011, no primeiro mandato de Dilma.

Com informações da Agência Brasil  e G1