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sábado, 27 novembro 2021

Preto no Branco e Felipe Vilela: “Eu sou a Voz”

Canção faz um apelo direto à humanidade, para que ela desperte para o amor, a empatia e a solidariedade

O grupo Preto no Branco apresenta seu mais novo single, “Eu sou a voz”, que conta com a participação do rapper Felipe Vilela. Música é um grito de socorro da comunidade carente, um grito daqueles que precisam ser vistos, não apenas pela igreja, mas também pelas autoridades e pela própria sociedade.

A canção foi composta por Luã Freitas, um dos novos integrantes da nova temporada do grupo. Rodado na comunidade da Penha, na zona leste de São Paulo, o clipe da música conta com roteiro de Caio Gimenes e tem direção dele e de Alex Passos, idealizador e fundador do grupo.

“Essa música não é um protesto daqueles que precisam ser vistos, não apenas pela igreja, mas também pelas autoridades e pela própria sociedade. Essa canção traz o sentimento de despertamento para que possamos enxergar os problemas sociais, econômicos e que possamos ajudar de alguma forma”, disse Silas Simões.

Música

Com uma letra forte e contundente, canção, faz um apelo direto à humanidade, para que ela desperte para o amor, a empatia e a solidariedade. Gravado num cenário real, clipe retrata personagens como a Alexa, 10 anos, moradora da comunidade da Penha, que trouxe em sua realista interpretação muitas vivências que ela tem em seu dia a dia.

“Tudo era muito verdadeiro. Eles se conheciam, sabiam a quem perguntar, conheciam as casas que a gente entrou. São pessoas reais que vivem na pobreza, alguns na extrema pobreza, sem saneamento básico. Uma realidade muito difícil. No local onde foi queimado um barraco para as filmagens nos contaram que do lado havia realmente uma casa que pegou fogo e onde morreu uma criança. As pessoas da comunidade iam nos contando tudo e isso ia ficando muito próximo e muito real. Era impossível não nos sentirmos dentro dessa realidade em que eles vivem”, disse Fadi.

O encontro com Vilela

Sobre o encontro com Felipe Vilela, Luã comentou: “Essa canção tem uma mensagem muito forte e representa o povo da periferia, um povo menos favorecido. Ter o Felipe somando com a sua rima foi algo crucial para a composição desse projeto. Além da história de vida e testemunho, somos provas vivas que através da palavra é possível mudança de rota para um caminho melhor”.

E Silas completou: “A parceria com o Felipe Vilela foi um presente para todos nós. Ele tem uma visão de mundo e de apoio social que é muito importante. Ele tem projetos de apoio social na África, tem um coração missionário, altruísta e empático que traz essa verdade no seu canto”.

“Queremos que esse clipe alcance as pessoas e que traga esse sentimento de incômodo, de que precisamos fazer algo para mudar a realidade ao nosso redor, não apenas dando essa responsabilidade para política, a igreja, a medicina, os laboratórios, mas também trazer essa responsabilidade para dentro de nós e entendermos que podemos ajudar de alguma forma”, disseram os integrantes do grupo.

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