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segunda-feira, 24 janeiro 2022

Crise no Mali: presidente renuncia o cargo

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Foto: Michele Cattani/ AFP/File

“Não desejo que se derrame mais sangue para me manter no poder”, diz Ibrahim Boubacar Keita, em discurso de renúncia após sofrer golpe de Estado no Mali. Chefe de Estado também anunciou a dissolução do Parlamento

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, renunciou nesta terça-feira (18) e anunciou a saída de todos os membros do governo em pronunciamento transmitido pela televisão algumas horas após sofrer um golpe de Estado liderado por militares.

“Não desejo que mais sangue seja derramado para me manter no poder”, disse Keita, que foi apresentado na emissora de televisão ORTM1 como “presidente demissionário”.

IBK, como é popularmente conhecido no país africano, declarou que sua renúncia foi forçada pelos militares que comandaram o golpe. “Por acaso tenho outra opção?”, perguntou, após lembrar que “certos elementos das forças armadas concluíram que isso deveria terminar por meio de uma intervenção”.

Por enquanto, os líderes golpistas não fizeram nenhuma declaração de intenções ou qualquer comunicação oficial para explicar seus objetivos com o golpe. Também não foi anunciado um chefe de Estado interino neste momento crítico na história do país.

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Soldados e cidadãos nos arredores da casa do presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, em Bamako, durante a sublevação militar desta terça-feira. Foto: AFP

Preocupação

Instituições internacionais como a União Africana e a Organização das Nações Unidas manifestaram preocupação com a situação do Mali. Hoje, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a situação no território, já que no local há uma missão de paz com 15.600 pessoas.

Não é a primeira vez que o principal governante do Mali é deposto por militares. Em 2012, um grupo liderado pelo capitão Amadou Haya Sanogo também rendeu o primeiro-ministro e desmantelou o governo. Após um governo de transição, as eleições foram convocadas e Keita foi reeleito.

O Mali é o 29° país na Lista Mundial da Perseguição 2020, que classifica os 50 países mais hostis ao cristianismo. A instabilidade política do Mali pode afetar fortemente aos cristãos do país.

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