Após prisão, pregador de rua é inocentado

Foto: Christian Concern

Oluwole Ilesanmi, o pregador de rua, ministrava do lado de fora de uma estação de metrô em Londres e foi enviado para fora da cidade para não “violar a paz”

Oluwole Ilesanmi, 64 anos, conhecido como Pregador de rua foi inocentado após ter sido preso por pregar a Palavra de Deus em Londres, em fevereiro. Ele foi indenizado com £ 2.500 (equivalente a cerca de R$ 11.500) pela Scotland Yard, por sua prisão ilegal.

Segundo a CBN News, Oluwole foi preso pela polícia de Londres e levado a oito quilômetros de distância para impedir que ele pregasse o evangelho.

Em abril, pastor canadense, David Lynn, foi preso em Londres enquanto pregava nas ruas de Londres

Um vídeo que viralizou na Inglaterra mostra a polícia arrancando a Bíblia da mão do pregador enquanto ele implorava:

“Não leve minha Bíblia embora. Tudo que eu queria era que eles entendessem a Palavra de Deus”, dizia Ilesanmi.

O homem pregava do lado de fora da estação de metrô de Southgate, no norte de Londres. Ao abordá-lo, os polícias disseram que ele seria preso por “violar a paz”. Ele foi liberado depois na beira da jurisdição em Wrotham Park, fora da zona de transporte de Londres.

Petição

Após a prisão de Olu, Christian Concern lançou uma petição pedindo ao governo britânico que fizesse mais para proteger os direitos dos pregadores de rua. A petição recebeu mais de 38 mil assinaturas das pessoas que demonstraram seu apoio.

A fundadora e diretora executiva da Christian Concern, Andrea Williams, esperava que a petição ajudasse a “proteger a liberdade dos pregadores de rua”, garantindo que os policiais usem apenas seus poderes de prisão quando isso for absolutamente necessário.

“A pregação de rua no Reino Unido tem uma história longa e célebre. A pregação ao ar livre é a única maneira de garantir que todo o público tenha a oportunidade de responder ao amor de Jesus Cristo”, disse Williams.

Com a decisão, o homem será indenizado por sua detenção injusta e falsa prisão, danos agravados por danos excepcionais e tratamento humilhante e angustiante, e reconhecimento por qualquer possível trauma psicológico sofrido durante a prisão.

“Deus ama a todos, mas tenho o direito de dizer que não concordo com o Islã, afinal, estamos vivendo em um país cristão. Fico feliz que a polícia tenha reconhecido que não estava certo prender-me por pregar da Bíblia”, disse Ilesanmi em um tweet.

O outro lado

Um porta-voz da Scotland Yard, sede central da Polícia Metropolitana de Londres, disse: “O Serviço de Polícia Metropolitana chegou a um acordo com um homem devido a um incidente ocorrido em 23 de fevereiro próximo à estação Southgate”.

O superintendente da força, Neil Billany, disse: “A Polícia Metropolitana respeita e defende os direitos de todos os indivíduos para praticar a liberdade de expressão, e isso inclui pregadores de rua de todas as religiões e origens. No entanto, se a linguagem que alguém usa for percebida como um possível crime de ódio, é justo que investiguemos”.

“Esse é o papel da polícia, mesmo que posteriormente seja tomada uma decisão de que suas ações não sejam criminosas. Neste caso, foi considerado apropriado remover o homem da área”, completou Billany.

*Com informações de The Guardian 


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