24 C
Vitória
quarta-feira, 21 abril 2021

Goiânia: Prefeito veta projeto de tornar atividade religiosa essencial

O projeto, do vereador Dr. Gian, foi aprovado na Câmara Municipal de Goiânia (GO) ainda em fevereiro, mas o prefeito vetou, justificando que o texto é inconstitucional

Por Priscilla Cerqueira

Mais um que recuo! O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) vetou integralmente o projeto de lei que pretendia considerar atividades religiosas como essenciais em Goiânia (GO). O veto foi publicado no Diário Oficial do Município de quarta-feira, 3.

O chefe do Executivo argumenta que é preciso haver dinamicidade para decisões de abertura e fechamento de atividades na tentativa de conter o coronavírus.

Rogério Cruz, que é pastor licenciado da Igreja Universal, argumenta que “a espiritualidade tende a ser um recurso importante para muitas famílias, podendo contribuir no enfrentamento aos desafios da vida, na adaptação e na resiliência às perdas”.

Porém, ele aponta que não parece haver norma estadual ou federal que autorize a abertura de templos para a realização de atividades religiosas em tempos de crises oriundas de moléstias contagiosas ou catástrofes naturais.

“Diante da dinamicidade de uma pandemia, a matéria deve ser, portanto, regulamentada via atos que requerem tramitação mais célere, a serem editados pelo Poder Executivo, os quais podem ser rápida e sistematicamente alterados, a fim de se adequar à atual situação epidemiologia e de contágio do vírus”, argumenta o prefeito.

Inconstância e mudança de ideia?

No início do mês passado, o prefeito chegou a defender a reabertura de igrejas evangélicas na cidade. Segundo ele, outros grupos religiosos também estão seguindo as orientações de prevenção contra o Covid-19.

“Me perguntam se as igrejas estão respeitando o protocolo. Só o pastor que ministra tira a máscara. As pessoas estão respeitando, estão de máscara”, disse ele, ao afirmar que as igrejas cumprem os protocolos sanitários.

Essa semana, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recuou da decisão em manter as igrejas fechadas no estado. E assinou um decreto para reconhecer as atividades religiosas no estado como serviço essencial.

O decreto regulamenta o que já está previsto do Plano SP, que permitia a realização de cultos, seguindo regras sanitárias e de distanciamento social na fase vermelha, a mais restritiva da proposta.

Pastor Romerito Oliveira, que é presidente da Associação de Pastores de Vitória (Apev), já demonstra preocupação com esse cenário de inconstância política. “Como lideres precisamos alinhar qual será nossa posição em relação ao tema, pois o jogo político vai endurecer!”

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se