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quinta-feira, 30 maio 2024

Prazer sexual e moralidade cristã

A criação de tabus sexuais entre cristãos resulta em uma ética denominada “tradicional”, que enxerga o ato apenas para procriação, não dá espaço à criatividade e se reveste de um falso moralismo

Por Osiel Gomes

A criação de tabus sexuais entre cristãos resulta em uma ética denominada “tradicional”, que enxerga o ato apenas para procriação, não dá espaço à criatividade e se reveste de um falso moralismo. Por isso, muitos cristãos, lamentavelmente, usam a esposa apenas como um objeto de prazer, sem pensar na satisfação da parceira. Essa é uma realidade triste, para a qual não podemos fechar os olhos, principalmente se desejamos levar as pessoas a viverem a liberdade sexual que Deus idealizou para o matrimônio.

Por causa desse tipo de pensamento, muitas mulheres se transformaram em “estátuas”, sem imaginação e sem expressão corporal, pois, para elas, tudo é pecado – até mesmo explorar os próprios desejos. Dessa forma, muitos casais vão para a cama com medo de pecar e com limitações exageradas: “Não toque aí”; “Não beije aqui”; “Será que é pecado fazer isso?”. No entanto, não são poucos os cônjuges que passam o dia discutindo, não têm respeito um pelo outro e até dormem separados.

O prazer no casamento foi concedido por Deus ao ser humano e o pecado está no coração de quem não quer fazer a vontade do Senhor. Paulo diz: “Para os puros, todas as coisas são puras […]” (Tito 1.15).

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Devemos fazer sexo com prazer (cf. Eclesiastes 9.9). Esposos que têm o amor de Deus no coração não enxergam o ato sexual como um fim em si mesmo nem se aproveitam do outro como objeto, pois sabem que o cônjuge carrega a digníssima imagem e semelhança de Deus (cf. Gênesis 1.27)

Quem deseja apenas o prazer torna-se hedonista, ou seja, vê o sexo como algo banal, não respeita o outro nem seus sentimentos, não valoriza o amor e despreza o casamento e a família. Infelizmente, por causa do prazer sem amor e sem responsabilidade, muitos têm morrido na bebida e nas drogas.

O fato de homem e mulher serem “uma só carne” implica ideais e desejos comuns, pois ambos estão comprometidos por uma aliança. Isso exclui o individualismo, o egocentrismo, o prazer isolado. O casal deve promover o amor, a fidelidade, o prazer, a procriação e o companheirismo. Os problemas do casamento não decorrem de erro bíblico, mas do abandono do propósito estabelecido pelo Criador.

Osiel Gomes é doutorando em Ciências Sociais e Teologia, mestre em Teologia, pastor e escritor, autor do livro “O melhor do sexo” (Editora Vida).

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