Se a intenção em ofertar é substituir a prática de dar o dízimo, é importante ressaltar que, em nenhum momento na Bíblia, esses atos foram iguais. O dízimo é a prática de entregar dez por cento dos rendimentos, conforme descrito em (Deuteronômio 10:18-19; Tiago 1:27 e Malaquias 3:10: “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.”
Já a oferta é uma contribuição voluntária — como as ofertas alçadas, de manjares ou movidas — mencionadas em (Êxodo 29:1,2 e Levítico 6.20). Essa prática está além do dízimo. No Antigo Testamento, ela era fruto da voluntariedade; no Novo Testamento, adquire uma conotação de generosidade, como ensinado em (Lucas 6:38).
Em segundo lugar, qualquer ato que tenha conotação de ação social está diretamente ligado à verdadeira religião, que consiste em cuidar dos órfãos, das viúvas e dos estrangeiros, tanto no Antigo como no Novo Testamento, conforme encontramos em (Êxodo 22:22; Deuteronômio 10:18-19 e Tiago 1:27). Conclui-se, portanto, que a Bíblia distingue claramente o dízimo das ofertas e ensina que ambos possuem seu lugar na prática cristã.



