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sexta-feira, 23 DE janeiro DE 2026

Pós-corona

Quero confessar que o tal corona trouxe alguns benefícios. Pela primeira vez na história do cristianismo no Brasil, vimos nossa nação (não toda, pois aí seria pedir muito) orando e jejuando junta. Nos últimos 50 anos, boa parte das nossas denominações foi formada a partir de rachas e disputas eclesiásticas, por isso essa recente integração é uma boa surpresa: nunca tinha visto tantos pastores de diversas denominações juntos intercedendo pelo nosso país.

Será que Deus ouviu e vai agir?

Não tenho dúvidas de que um movimento deste nunca passaria despercebido pelo Senhor. Quem vigia até uma folha que cai da árvore ou um fio de cabelo que sai de nossa cabeça não ficaria dormindo enquanto o Brasil orava. Se ouviu a oração de Nínive, não tenho dúvidas de que Ele vai responder, vai mostrar Seu poder, vamos ver Deus agindo. Sei que tem muita gente torcendo contra, inclusive dentro dos arraiais evangélicos (lembra-se de Jonas?). Sei que há muitas lideranças torcendo o nariz para este novo tempo; sempre tivemos nossos Tobias e Sambalás, mas Deus não age de acordo com eles.

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À semelhança do que aconteceu depois que Elias orou, temos que nos preparar, mesmo que ainda estejamos vendo uma pequena nuvenzinha, do tamanho da palma de uma mão. Corra! Deus vai agir!

Espero que a Igreja de Cristo esteja pronta para ser protagonista em nosso país quando Deus nos chamar para fazer diferença no meio do povo, pois o mesmo fogo que amolece a cera também endurece o barro.


COMO ESTÁ SUA FAMÍLIA?

Uma das consequências mais marcantes nestes dias foi a possibilidade de interagir de uma forma nunca imaginada com nossa família. Outro dia um casal com quase 40 anos de união me disse que não tinha um convívio tão bom desde a “lua de mel”. Marido e mulher me disseram uma coisa que me chamou atenção. Que nessas quase quatro décadas muita coisa mudou na vida deles sem que percebessem. Quase não tinham tempo para notar ou falar sobre essas diferenças. Ficaram surpresos de como foram se ajustando, tocando a vida, e essa parada permitiu que voltassem a conversar sobre si, como nos bons tempos de namoro, em que todo dia tinha uma novidade.

O dia, as semanas e os meses vão passando, entramos nesse turbilhão de cuidar dos outros e nos esquecemos de cuidar de nós. Tempo para conversar, para se “re-conhecer”, para colocar as coisas de volta ao lugar, de matar saudades, de buscar no passado aqueles momentos prazerosos e de reviver novamente.

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Espero que você tenha usado estes dias para recolocar sua vida familiar de volta de onde ela nunca deveria ter saído. Se não fez, crie coragem e faça!


Pós-corona

CULPA DE QUEM?

Um dos questionamentos que mais ouvi durante essa crise foi: de quem foi a culpa?
Ao responder, me lembrei do texto de João 9, no qual os discípulos perguntaram para Jesus de quem era a culpa para que aquele homem nascesse cego (v.2). Cristo respondeu: “Nem ele, nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus”.
E completa dizendo que “é necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia”.

A resposta do Mestre deixou claros dois pontos importantes: 1) que a pergunta certa não é “por quê?”, mas sim “para quê?”; 2) que, independentemente das circunstâncias, nossa responsabilidade continua a fazer a obra de Deus.

Cada vez mais percebemos que muitos ainda são guiados pelo que veem, como se os ventos ou as ondas que nos rodeiam fossem mais poderosos do que o Cristo que conduz nossas vidas. Temos de reconhecer que a constatação de Cristo de que somos “homens de pequena fé” se confirma e nos sentimos como se estivéssemos fora da proteção das asas do nosso Deus.

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Cremos que Deus tem todas as coisas sob seu domínio. Ou não? Cremos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Ou não? Cremos que ainda que ande pelo vale da sobra da morte nenhum mal terei. Ou não? SIM! Então faça a oração dos discípulos: “Senhor, aumenta-nos a fé” (Lc 17:5).

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