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sábado, 15 maio 2021

Porta dos Fundos vence processo por especial de natal

Entidade ganhou processo milionário contra grupo católico, que entrou na justiça contra vídeo “Especial de natal”, lançado em 2019 na Netflix. Associação apontou ofensas à fé. Lideranças evangélicas também repudiaram o filme

A produtora Porta dos Fundos e a Netflix venceram o processo movido pelo grupo católico Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura por conta do filme ‘A Primeira Tentação de Cristo’, lançado em 2019. A entidade alegava que o filme ofendia a fé e cobrava indenização de R$ 2 milhões.

Série também foi contestada pela liderança evangélica. O grupo de humor gerou revolta com suas sátiras envolvendo o cristianismo.

O especial traz uma versão de Jesus Cristo, interpretado por Gregório Duvivier, insinuando que ele teria vivido uma experiência homossexual durante os seus 40 dias no deserto. O Tribunal de Justiça do Rio negou o pedido, afirmando que uma obra de humor não tem o poder de abalar os fundamentos de uma religião.

“Um esquete humorístico que utiliza figuras históricas e religiosas como pano de fundo não possui o condão de vilipendiar ou abalar os valores da fé cristã, que são muito mais profundos. Assim, mantendo-se as rés dentro do espectro da legalidade, entendo que também não merece amparo o pedido de indenização por dano moral”, afirma um trecho da decisão da juíza Adriana Sucena Monteiro, da 16ª Vara Cível.

Em sua decisão, a magistrada disse que não irá condenar o Centro Dom Bosco a pagar os honorários de advogados e custas e despesas processuais do Porta dos Fundos. Segundo ela, “não foi comprovada má-fé” por parte dos acusadores.

Contestos

O filme gerou polêmica entre a liderança evangélica. Em 2019, houve um abaixo assinado que exigia que a Netflix retirasse o seriado do ar.

Um dos pastores que comentaram na época foi o Rev. Augustus Nicodemus, da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em uma publicação em sua conta no Facebook, o líder confessou que não se espantava com esse tipo de ofensa à imagem de Cristo. Além disso, essa distorção já foi feita em outras ocasiões.

“Não é de hoje que também o chamam de homossexual. Seu pretenso caso com João, o jovem discípulo amado que se inclinou no seu peito durante a Ceia, tem sido apontado como evidência desde os primórdios da teologia inclusiva (gay) décadas atrás. Contudo, somente olhos homossexuais conseguem enxergar no episódio mais do que demonstração oriental masculina de amizade entre dois amigos”, explicou.

Veja o trailer do filme

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