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sexta-feira, 3 julho, 2020

Por que a igreja nem sempre está próxima do cotidiano?

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Por Lourenço Stelio Rega

Muito me preocupam situações que demonstram omissão generalizada das igrejas aos dilemas cotidianos da sociedade e da vida humana. Alguns exemplos:

• Há cerca de 15 anos eu venho alertando em minhas palestras sobre a redução da disponibilidade de água potável. Hoje, em muitas regiões do país, temos o início da ocorrência dessa grave situação.

• Quando escrevi a primeira edição do meu livro que analisa a ética do jeitinho brasileiro (“Dando um Jeito no Jeitinho”), a editora me informou que a obra vendeu mais nas livrarias seculares do que nas evangélicas e nas igrejas.

• Ao final do tratamento de temas como abortamento, transplante e doação de órgãos, eutanásia, engenharia genética, ecologia, frequentemente pergunto aos meus alunos se aqueles assuntos são tratados em suas igrejas; invariavelmente a resposta é negativa.

• Quando alguma lei que ameaça nossa fé está em vias finais de aprovação ou acaba de ser aprovada, nossas caixas de e-mails ficam lotadas de pedidos de manifestação, e a minha pergunta sempre é: “Por que não reagimos quando estas leis ainda estão em fase de discussão, nas audiências públicas, etc?”

Creio que esses exemplos já sejam suficientes para sinalizar esse dilema. O que tenho descoberto é que temos algumas causas indicativas dessa despreocupação com a vida cotidiana. Vou tratar apenas de uma por enquanto, que é o equívoco que foi sendo alimentado ao longo do tempo de que a salvação seja o tema central da Bíblia (salvacionismo). Nesse caso, acreditamos que toda a mensagem bíblica e toda preocupação de Deus seja com a salvação do mundo, de modo que passamos a priorizar praticamente tudo na igreja para isso: nossos eventos, programas, estratégias, recursos financeiros.

Não coloco em dúvida de que cada pessoa precisa se arrepender de seus pecados e confiar pela fé na salvação por meio de Jesus Cristo. O que estou aqui levantando é que esse fato seja o principal e, para muita gente, o único tema ou o tema central das Escrituras ou que a salvação seja a única coisa da qual precisamos e que o que importa é esperamos pela volta de Cristo. Isso é empobrecer demais o sentido do Evangelho. Fomos criados para vivermos para a glória de Deus.Com a queda, nos afastamos desse propósito para a criação. Deus providenciou a salvação por meio de Jesus, não apenas para nos dar o céu, mas para nos recuperar, para que sejamos recolocados de volta a esse estado pré-queda, cumprindo os objetivos para os quais fomos criados. Então, a salvação é meio e não um fim em si mesma ou o centro. Pense comigo, ao focalizar a salvação como a preocupação central da Bíblia e o que importa é nossa vida futura no céu, acabamos nos desconectando do viver diário e de seus dilemas, deixando de lado a priorização do tratamento das questões atinentes à vida. Se nascemos para a glória de Deus, o que significa vivermos em harmonia e amor para com o próprio Deus, para conosco mesmos, para com o próximo e para com a natureza criada, somos desafiados a nos ocuparmos também com as questões éticas da vida cotidiana. Nossa omissão se torna perniciosa e prejudica o cumprimento de nosso papel como cristãos neste mundo, como embaixadores de Cristo, não apenas para pregarmos a salvação, mas também para termos uma vida de salvo desde já.

Lourenço Stelio Rega é teólogo, eticista e educador. Diretor da Faculdade Teólogica Batista em São Paulo. Mestre e, Teologia e em Educação, Doutor em Ciências da Religião.

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