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terça-feira, 31 março, 2020

A política e a economia sob a ótica da igreja

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Em busca de soluções, Comunhão põe em debate as principais mazelas que assolam o país

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus os ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” O verso bíblico de 2 Crônicas 7:14 é adequado ao momento político e econômico pelo qual passa o Brasil. A crise é generalizada, atingindo todos os setores que movimentam o país.

Nesse panorama complexo e de incertezas, a população está indo às ruas demonstrar sua indignação e clamar pelo que é seu de direito. Em 2013, uma onda de insatisfação no território nacional resultou em manifestações contra o Governo Federal e a Copa do Mundo. Em 2015, em meio aos muitos escândalos de desvios de recursos e pacotes econômicos rígidos, o povo retomou as mobilizações. A mais recente, que ocorreu no dia 13 de março deste ano, reuniu um número recorde de participantes: aproximadamente 120 mil, segundo a Polícia Militar.

Membros de milhares de congregações têm aderido aos protestos, como é o caso de Miriam Gonçalves Nunes, da Primeira Igreja Batista de Vitória, que acredita ser dever do cristão se envolver nesses atos. “Como qualquer cidadão, nós, cristãos, temos que nos posicionar. Não estamos protestando por coisas infundadas, mas por tudo que temos visto, lido e ouvido. Protestamos por um país melhor para quem está aqui. Nós os colocamos lá, mas temos direito de errar como seres humanos e queremos ajustar nosso erro”, destacou.

Para discutir sobre o assunto, a revista Comunhão realizou em 22 de março um debate entre o presidente do Fórum Político Evangélico do Estado e pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva, José Ernesto Conti; o presidente do PRB de Cariacica e pastor da Assembleia de Deus Vida Abundante, Paulo César Gomes; e o líder da Primeira Igreja Batista da Praia da Costa, Evaldo Carlos Santos, sobre o período que o país está vivendo. Entre os assuntos abordados no bate papo estiveram a consciência política que tem sido formada nos membros da igreja; a participação dos cristãos nas manifestações que estão contra ou a favor do Governo atual; a necessidade de haver mais representantes evangélicos nas instituições responsáveis pelas decisões do Brasil; a crise econômica e como e quando é possível reverter o quadro de recessão que tem se formado por conta da conturbada situação do meio político.

Qual a diferença das manifestações de 2013 para as de hoje? O movimento se consolidou?
Pr. José Ernesto Conti – De 2013 para cá, tem crescido no meio evangélico essa consciência política da responsabilidade nossa como cidadãos. É verdade que, por um lado, talvez, quando os pastores têm vontade política, a coisa anda mais rápido, independentemente da linha doutrinária. Vejo igrejas reformadas, batista e presbiteriana, e assembleias que são mais tradicionais lá na frente. O movimento atual talvez tenha acelerado um pouco essa conscientização. O povo evangélico está descobrindo que também é cidadão.

Pr. Evaldo Carlos de Souza – Aquela primeira manifestação é um marco decisório na consciência política da nação. Ali começa uma ideia de que o povo pode dizer alguma coisa através das ruas. Lá não tem partido, lá não tem defesa de A ou B. Vamos acabar com a corrupção, pedidos diversos e coisas misturadas. Nessa segunda manifestação já tem um foco, as pessoas não querem mais esse tipo de Governo a que estamos sendo submetidos. Querem uma apuração daquilo que está sendo investigado na Operação Lava Jato, um apoio maciço ao juiz Sérgio Moro, e querem a saída da presidente Dilma Rousseff (PT).

Pr. Paulo César Gomes – Acho que o acesso às informações está mais rápido; as redes sociais e a imprensa têm trabalhado nessa conscientização. Outro fator é a realidade na casa dos brasileiros, a necessidade. O problema era de Brasília, da Petrobras, mas passou a ser a cozinha da gente, a casa da gente. Quando chegou a esse ponto, então o brasileiro acordou, veio a conscientização. Mesmo que a igreja não fale isso em púlpito, as pessoas têm essas informações pelas redes sociais e pela imprensa; o povo está se agarrando numa esperança de que é possível melhorar as coisas.

E esse financiamento de dívidas dos estados anunciado pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa?
Pr. Evaldo – Eu vi a Míriam Leitão (jornalista, colunista de O Globo) falando que essa manobra na verdade vai aumentar os gastos do Governo Federal, porque ele está dilatando os prazos dos estados, e para quem não pagar, ele dá mais 10 anos. Ele está dizendo que vai rolar essa dívida para quê? Para buscar apoio político. Está se costurando um acordão para tentar salvar a república de Brasília. Não é uma construção propositiva que ajuda a nossa economia, pelo contrário, afunda ainda mais.

Pr. Paulo – Minha preocupação é que esse Governo sempre teve atitudes populistas, como o Bolsa Família, que traz a população de baixa renda, que é a maioria, para o lado dele. Eles conseguiram manter a governabilidade com isso, calando a boca do povo e pegando a fatia maior do bolo e distribuindo com um grupo. É o que a gente viu na Lava Jato, essa distribuição do nosso patrimônio, e acabaram quebrando o nosso país. Agora terminaram de vender o Brasil para calar a boca desse grupo que pode tirá-los do poder. Uma vez no poder, eles se protegem, querem se perpetuar no poder.

Isso faz parte da nossa cultura, porque nosso povo é comprado, uns com pouco dinheiro, e outros, com muito. Nosso papel como Igreja é a conscientização do nosso povo. Não sei na igreja de vocês, mas na nossa, pouquíssimas pessoas foram para a rua. A gente precisa conscientizar nosso povo de que precisa participar desse processo para que (os membros) não sejam comprados. Na prática não temos mecanismos para fazer mudanças, a não ser pelo voto.

Pr. Conti – Eu vou discordar dos dois um pouquinho. Na Água Viva, graças a Deus, boa parte foi para a rua. E não foi porque o pastor pediu, não, porque eu nem estava aqui, estava num congresso em Brasília. Domingo passado, meu sermão foi sobre política, e boa parte da igreja gostou. E olha que nossa igreja está numa região carente, na Grande São Pedro, é constituída basicamente por pessoas de baixa renda, mas há uma consciência.

Outra coisa, eu tenho uma impressão um pouco diferente da dos irmãos com relação à questão econômica. Eu não vejo o país nessa situação catastrófica financeiramente. Por que eu não vejo? Se você olhar o desenvolvimento do país em 2001 e 2002, vai ver uma curva ascendente até chegar a 2013, quando atingimos o pico; 2014 houve manutenção e em 2015 desceu. Em relação ao nível que estava, ainda estamos no alto. Quando se fala que o Brasil perdeu 3% do PIB (Produto Interno Bruto) no último ano, se esquece de que nos últimos 10 anos ele cresceu 18%, por isso ainda estamos no lucro.

Eu fiz uma pergunta a vários pastores, e a resposta deles foi a mesma da minha. O nosso dízimo de 2016 ainda é maior do que de 2015. Que crise é esta que nós estamos? Mas somos influenciados, porque os agentes econômicos, aqueles que falam sobre economia, o negócio deles é notícia. O PIB baixou 0,2%; para eles isso é uma tragédia mundial, enquanto no dia a dia, na realidade do povo; isso não influencia. Eu tenho um pouco de receio de falar dessas tragédias econômicas. Mas o momento que estamos vivendo é ímpar desde Fernando Collor (ex-presidente da República, que sofreu impeachment em 1992). A nossa nação, lenta e suavemente, está crescendo no aspecto de consciência moral e política.

Pr. Evaldo – Pastor, me desculpe, mas discordo do senhor veementemente. Eu não sou especialista em economia, mas nunca crescemos 18%. O irmão está acumulando. A perspectiva do PIB para este ano é de -4%, ou seja, ele está caindo há muito tempo. Vimos hoje um déficit na Petrobras de R$ 37 bilhões, ou seja, a empresa considerada uma das maiores do país deve quase meio trilhão de reais. Não podemos dizer que uma economia dessas está indo bem. O nível de desemprego é o maior de toda a história, e a tendência é daqui até o final do ano piorar muito mais, e o ano que vem, mais ainda. Todos os indicadores, analisados por qualquer economista no país, vão trazer uma leitura de que nossa economia está em queda livre, e o pior é que não há perspectiva, nenhum programa, nenhuma sugestão, não há implementos nem credibilidade.

Para mim, a nossa economia vai mal, as decisões tomadas foram as piores possíveis, as aquisições feitas foram ruins, haja vista Pasadena, pois é um absurdo a compra daquela refinaria nos Estados Unidos; os empréstimos pelo Governo a Cuba e a outros países foram os maiores absurdos cometidos. Tudo isso feito na perspectiva de que a economia está bem, e não está. Tanto não está que o desespero é tão grande que querem empurrar goela abaixo do povo uma CPMF para a população pagar um preço da má gestão da economia. A economia norte-americana enfrentou um problema próximo do nosso, mas não enfrentou o caos que nosso país está enfrentando. Entretanto, os ajustes lá foram feitos, e a economia agora está indo de vento e popa. Ajuste para melhorar e tornar a economia saudável é uma coisa; ajuste para piorar e desestruturar o país é outra coisa completamente diferente. Aí vai da mão, do manejo.

Pr. Conti – Vamos supor que o senhor tem uma dívida de R$ 5, mas seu salário é de R$ 10,00. Sua situação é complicada? Então vou complicar mais. Vamos supor que todo mês o senhor ainda recebe R$ 1,20, sendo que R$ 0,60, ou seja, 50%, é seu lucro. A Petrobras deve R$ 500 bilhões, e o faturamento é de R$ 1 trilhão anual; o mensal é de R$ 120 milhões, sendo que R$ 60 milhões entra de lucro líquido por causa do preço da gasolina. Então, veja bem, esse balanço de déficit da Petrobras foi produzido.

Pastor, qual o interesse da Petrobras, que é administrada pelo Governo, em soltar um balanço equivocado?
Pr. Conti – É meramente financeiro. Se a Petrobras coloca o balanço da maneira que deve ser, a pressão que cairia sobre ela para baixar a gasolina e diminuir a entrada de recursos seria muito grande. O negócio é que a Petrobras quer continuar a lucrar o que está lucrando. Se aparece um balanço com valor maior, a pressão seria para que ela tivesse um lucro normal.

Estamos vendo um cenário de Executivo, Judiciário e Legislativo em batalha. E isso não pode incitar a violência?
Pr. Conti – Não sei a opinião dos colegas, mas confesso que estou um pouco preocupado com a possibilidade de o Brasil passar por uma convulsão social. Porque o PT está entrincheirando, se aquartelando, está chamando para as suas fileiras, o seu quartel, o pessoal do MST e dos movimentos sociais. Estão se estruturando financeiramente.

Eu tenho a preocupação de quando o outro lado começar com os movimentos e as marchas; esse grupo (opostos) vai começar a partir para o quebra-pau. Estão se sentindo as vítimas do sistema. Na visão deles, do Lula (Luiz Inácio da Silva, ex-presidente, também do PT e antecessor de Dilma), eles estão sendo atacados pelo juiz Moro, por todo mundo, e estão fazendo golpe. Estão vendendo isso internamente no PT.

Pr. Evaldo – Eu concordo com o pastor, porque esta é ultima instância do desespero, é a violência que é instigada pela liderança do partido. Nas próprias gravações, ele (Lula) diz que era para colocar o pessoal para dar pancada. E o ex-presidente Lula fez a convocação para que as pessoas partissem para o enfrentamento se fosse preciso. Entretanto, acho que vamos chegar a um momento em que todos os Poderes terão que agir.

O Legislativo tem a demanda do impeachment, tem que dar solução a isso, porque a pressão popular está muito grande: o Judiciário tem que agir no julgamento da Lava Jato e do Lula; e o Executivo tem que definir o caminho a tomar. Ela (Dilma) não vai insuflar a militância, não é possível. E nós, como Igreja, não podemos concordar com isso, porque violência gera violência. Jesus foi contra a violência, foi contra em todos os lugares, até no Getsêmani. Ou somos um país verdadeiramente democrático ou voltamos à barbárie.

Pr. Paulo – Eu acho o seguinte. A gente precisa educar as pessoas a partir do nosso próprio exemplo. Como se forma um filho? Dando meu exemplo e segurança para ele. Então, como líderes, somos formadores de opinião, podemos incentivar o nosso povo a ir para a rua, mas não só para estar no meio do povo, mas também tendo uma proposta para isso.

O risco existe de um confronto, mas não acredito em guerra civil. Nosso país é muito grande para isso, eu acredito no nosso povo ordeiro, no equilíbrio e na cultura do povo brasileiro de não ir para isso. Jamais vou incentivar isso. Conforme foi falado aqui, Jesus nunca incitou isso, apesar de ter pegado o chicote e arrancado todo mundo do templo. Temos que tirar esses bandidos lá no chicote. (risadas)

Eu tenho medo do PT, porque os militantes são inconsequentes, parece que são cegos, são soldados que fazem o que seus líderes incentivam. Mas acho que o Brasil é muito maior do que isso. Nós vimos que apenas 10% são a favor do PT, então…

Pr. Conti – Na verdade, os Três Poderes estão brigando entre si. A minha preocupação é internamente a coisa degringolar, porque aí é o fim da normalidade deste país. E compete a nós orar pela serenidade. Neste ponto eu acho melhor que esteja o Ricardo Levandowski, e não o Joaquim Barbosa, comandando o STF (Supremo Tribunal Federal). O Legislativo está sem credibilidade porque precisa tirar o Eduardo Cunha (presidente da Câmara, PMDB) e o Renan Calheiros (presidente do Senado, também PMDB); então temos que orar.

Pr. Evaldo – Este é um problema grave que temos. A Constituição diz que os Poderes são independentes, mas há interferência entre eles no Brasil. Por exemplo, o Executivo legisla e não poderia. O Judiciário é todo escolhido pelo Executivo. É o maior absurdo, é a maior excrecência que se pode ter. Hoje, oito dos 11 membros do STF são escolhidos pelo PT. Se não fosse a decisão da Câmara e do Senado de definir a idade, seriam todos escolhidos pelo Executivo. É uma confusão, um interferindo no outro, e cria isso que estamos vivendo, essa disputa de poder e de quem manda mais.

A responsabilidade dos líderes das igrejas cresce muito em acompanhar quem da bancada evangélica usou a Igreja para se eleger, mas está jogando a Bíblia no lixo, não é?
Pr. Evaldo – Acho que a Igreja precisa se unir para colocar a pessoa lá e para pedir prestação de contas do mandato. Saber se o candidato tem condição ou não de continuar. Outra coisa, a pessoa que a Igreja elege vai ser fiel a ela (Igreja) ou ao partido? O cara não tem como ser apartidário, e vai ser cobrado isso dele. Nós, como Igreja, vamos nos posicionar através da nossa liderança para ser contra projetos que são contra a família.

E os favores que a liderança recebe do político e incentivam que vote nele, mesmo o candidato não tendo a melhor das reputações?
Pr. Conti – Eu tenho lutado muito na Associação de Pastores e no Conselho de Igrejas. Na verdade, comecei lutando pelo lado errado, e percebi que as igrejas não tomam e não vão tomar juízo. Então, agora estou atacando no lado contrário, no lado dos políticos, porque o número é menor e mais fácil de controlar. Quando eles alegam que os pastores pedem e não podem negar um pedido deles, então eu aviso que vou contar para todos que ele deu através de um manifesto do Conselho. Infelizmente, nós somos tão corruptos quanto os lá de fora, e isso machuca. Eu já pensei em deixar tudo, cheguei a falar com outros pastores em abrir mão, porque eu confesso que não esperava tanta sujeira nos nossos arraiais. É difícil…

Pr. Evaldo – Isso existe no nosso meio, como existiu no tempo de Jesus. Mas gosto da postura de Neemias, que quando os primeiros governadores espoliaram o povo, desviaram dinheiro, ele disse: “Eu assim não fiz por causa do temor de Deus”. Para mim, o temor de Deus tem que estar na vida do político. Vai chegar o momento que ele será colocado no fio da navalha. E não adianta dizer: Ah, mas todos os deputados usam a verba errado. Mas ele não vai usar.

Claro que podemos ter pessoas que vão fracassar no propósito, é possível, mas precisamos mandar soldados, não podemos desistir. Temos que dar oportunidade para outras pessoas que têm ideais. Acho que o Legislativo tinha que ser feito por um ideal e não por remuneração. Já pensou se tivéssemos pessoas idealistas? Que até tivessem suas despesas custeadas, mas fosse trabalho voluntário. Sei que vão dizer que não existe em nenhum lugar do mundo, mas será que não está na hora de repensar isso?

Qual o desfecho que esperam disso tudo? O que desejam e o que acreditam que vai acontecer?
Pr. Paulo – Eu sou um camarada que tem muita fé na mudança, porque senão perco o sentido de viver. Acredito que vá melhorar, mas não agora, não acredito no impeachment da presidente. Não vai ser o momento ainda, mas vamos ganhar muito, já estamos ganhando com a manifestação do povo, um pouco de transparência das coisas. Acho que vamos melhorar muito para a próxima eleição e temos que continuar trabalhando para isso. Acho que a própria revista Comunhão ja está fazendo certo com isso (este debate) para conscientizar e nos ajudar a orientar a liderança para isso.

Pr. Conti – Você é do time de Tomé, mas eu sou do time de Pedro. Eu creio que a Dilma vai cair, o Renan vai cair, e Cunha vai cair em 90 dias. Lula será preso, porque as provas estão aí, e a Odebrecht (empreiteira acusada de pagamento de propina) ainda vai falar tudo.

Pr. Paulo – Aí se estabelece o milênio. (risadas)

Pr. Conti – Mas meu medo é o que vai sobrar, eu tenho medo que sobrem Aécio Neves (senador, líder nacional do PSDB e oponente da Dilma nas últimas eleições, em 2014) e Geraldo Alckmin, (governador de São Paulo, também do PSDB). Quero muito que a enxurrada também leve eles, porque não queremos mais sujeira. Está comprovado que, quanto pior fica, mais rápido vai melhorar. Aí mas vamos ter outro estado de espírito da nação. Creio que em 90 dias vamos passar o Brasil a limpo.

Pr. Evaldo – Para mim, sem a ousadia dos procuradores da República e do juiz Sérgio Moro em ir fundo na Lava Jato e dar a publicidade que deram às gravações, não haveria a guinada que o Brasil vai ter. Eu acredito no impeachment, o Supremo vai se posicionar de forma diferente, porque ele foi de alguma forma afetado. Acho que não há perspectiva para o presidente da Câmara continuar, ele vai cair. Mas o presidente de Senado, é possível que ele consiga vencer este mandato. As lideranças que temos no Brasil estão desgastadas, o melhor seria uma nova eleição, mas não sei se o Supremo vai decidir isso. Me preocupa a posição do Senado, porque o Renan é comprável. O Cunha está envolvido com o impeachment e acredito que na Câmara será mais fácil, mas no Senado fica um pouco mais difícil.

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