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quinta-feira, 30 maio 2024

Plano do Governo inclui linguagem neutra no sistema educacional

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Caso seja aprovado no Congresso Nacional, alunos, educadores e gestores terão treinamentos financiados com recursos públicos para aprender a falar sem artigos indicadores de gênero

Por Patricia Scott 

Recentemente, o Ministério da Cultura divulgou 30 propostas para o Plano Nacional de Cultura. Uma delas é polêmica: a inclusão da linguagem neutra no sistema educacional. O plano define metas para os próximos 10 anos. Para virar lei, a pauta precisa de aprovação do Congresso Nacional. Antes, no entanto, deve ser analisada pela Comissão de Educação, na Câmara dos Deputados.

Alunos, educadores e gestores terão formação para aprender a utilização da linguagem neutra, segundo o programa. Está ainda estabelecido que os treinamentos serão financiados com dinheiro público a partir da criação de um fundo, com parte do imposto de pessoas físicas e jurídicas, visando proporcionar “diversidade de linguagens, de segmentos e de expressões”.

Contrário à proposta, o pastor Elmir Dell’Antonio, da Igreja Batista Filadélfia, em Vitória (ES), afirma que o Brasil é um país conservador e cristão. Então, o justo e democrático seria colocar o tema em plebiscito para a população decidir. “Como pode uma minoria querer mudar algo histórico?”, pergunta e emenda: “Esperamos, sinceramente, o mínimo de bom-senso que ainda resta em nosso Congresso Nacional, não permitindo essa atrocidade com a nossa Língua Portuguesa”, enfatizou.

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Segundo o pastor, a utilização da linguagem neutra gera alguns problemas. O primeiro deles é a necessidade de alterar livros e formar novo vocabulário, além de confundir a cabeça da população. “Mudar a linguagem de um país inteiro por capricho de grupos minoritários é um retrocesso em nossa educação”, opina, acrescentando que o “analfabetismo é uma causa muito mais importante, já que o Brasil possui 9,3 milhões de analfabetos, conforme dado de 2023 do IBGE”, comentou.

Elmir destaca, ainda, a questão da politização do tema e da possível criminalização do não uso da linguagem no futuro. “Isso pode, sim, ser uma realidade”. Outro entrave é que “trocar os pronomes masculinos e femininos por outros neutros causaria impacto à aprendizagem de crianças disléxicas, além de prejudicar as pessoas com deficiências auditivas e visuais, além dos idosos”.

Um dos críticos da proposta, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou: “Para aqueles que me julgaram, dizendo que eu iria trazer essas pautas inúteis e desnecessárias para a Comissão de Educação, está mais uma vez comprovado que é o PT que quer isso. Criança sem estrutura escolar, piores índices de alfabetização e aprendizado, mas a prioridade do Lula é que seu filho aprenda ‘todes’”, compartilhou o parlamentar, presidente da Comissão de Educação, na plataforma X.

Na postagem, o deputado destacou ainda que, enquanto estiver na presidência da comissão, o assunto não entrará em pauta por decisão dele. Caso isso venha a acontecer, no entanto, ele fará “de tudo para que não passe”.

A linguagem neutra está diretamente relacionada à ideologia de gênero. A psicóloga Marisa Lobo alerta, no livro “Ideologia de Gênero na Educação”, que a proposta não consiste apenas na desconstrução da sexualidade, mas resulta na desconstrução do ser humano em si. 

“Eles querem dizer que a heterossexualidade não existe, que ela não é normal e que é uma ‘norma imposta’, ‘compulsória’. Isso é dito pelos livros que advogam em favor da ‘Teoria Queer’ de desconstrução“, escreve.

Segundo a especialista, essa é uma teoria sobre a qual todos deveriam saber. Ela desconstrói a fé, desconstrói Deus e desconstrói a sexualidade e a sociedade.

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