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sexta-feira, 19 abril 2024

PIBARA: audiência no STF é marcada para o dia 27 deste mês

O alvo de toda a polêmica: outdoor contra ativismo LGBTQI+, instalado pela Primeira Igreja Batista em Aracruz (Pibara). Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal.

É uma tentativa de reverter a decisão do TJES que não aceitou o agravo impetrado pela igreja para suspender a liminar que a proíbe de se manifestar contra a ideologia de gênero.

Por Cristiano Stefenoni

Foi agendado, para o dia 27 de setembro deste ano, a audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com o pastor Luciano Estevam Gomes, presidente da Primeira Igreja Batista de Aracruz (Pibara).

A reunião é uma tentativa de reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) que não aceitou o agravo impetrado pela igreja para suspender a liminar requerida pelo Ministério Público do Estado (MPES), e acatada pelo juízo em Primeira Instância, que proíbe a igreja de se manifestar contra a ideologia de gênero e ainda indenizar o movimento ativista.

A ação ocorreu porque, no dia 9 de junho de 2022, a Pibara instalou um outdoor em suas dependências, mas de frente para a rua, com os seguintes dizeres: “A Bíblia é a única proteção contra o ativismo LGBTQIA+”.

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Imediatamente a foto do cartaz tomou as redes sociais, a imprensa nacional e se espalhou rapidamente pelo Brasil, gerando uma onda de protestos entre ativistas, influenciadores digitais, artistas e políticos.

“Fui convidado pelo senado da República para falar na abertura das atividades do Congresso sobre a questão do outdoor. Já foram confirmadas as presenças dos ministros Dias Toffoli, Cristiano Zanin, André Mendonça e a ministra Rosa Weber”, informa o pastor Luciano Estevam.

Relembre o caso

  • No dia 9 de junho de 2022, a Primeira Igreja Batista de Aracruz (PIBARA) instalou um outdoor em suas dependências, mas de frente para a rua, com os seguintes dizeres: “A Bíblia é a única proteção contra o ativismo LGBTQIA+”.
  • Imediatamente a foto do cartaz tomou as redes sociais, a imprensa nacional e se espalhou rapidamente pelo Brasil, gerando uma onda de protestos entre ativistas, influenciadores digitais, artistas e políticos.
  • Um mês depois, a instituição religiosa já acumulava quatro queixas-crime e 33 denúncias de ato criminoso homofóbico perante ao Ministério Público que, aliás, arquivou todas por considerar que não houve crime algum cometido pela igreja e pelo seu líder.
  • Entretanto, no dia 22 de julho, a juíza Ana Flávia Melo Vello, da 2ª Vara Cível de Família, Órfãos e Sucessões da Comarca de Aracruz, acatou a um pedido feito pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), em ação civil pública contra a igreja, determinando a retirada do outdoor no prazo de até 24 horas, sob pena de multa de R$ 2 mil ao dia caso a decisão não fosse cumprida.
  • Além disso, determinou que a igreja se abstenha de veicular qualquer mensagem em outdoor que contenha – na visão da juíza – caráter preconceituoso ou discriminatório à comunidade LGBTQIA+, seu movimento ou ativismo.
  • No final de julho, a igreja recorreu com um agravo para suspender a liminar, alegando que o outdoor era direcionado apenas ao “ativismo” do movimento LGBTQIA+ e não aos seus adeptos.
  • No dia 6 de junho, o desembargador Fernando Estevam Bravin Ruy deu voto favorável ao agravo impetrado pela Primeira Igreja Batista de Aracruz (PIBARA), no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a fim de suspender uma liminar requerida pelo Ministério Público do Estado (MPES), e acatada pelo juízo em Primeira Instância, que proibia a igreja de se manifestar contra a ideologia de gênero e ainda indenizar o movimento ativista.
  • Com isso, o colegiado se reuniu para analisar o voto divergente do desembargador, Fernando Bravin, em relação aos votos do relator, Samuel Meira Brasil Jr., e do presidente em exercício do Tribunal, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, ambos contrários ao pedido de agravo da PIBARA.
  • Apesar do placar de 2 a 1 contra a igreja, os argumentos consistentes utilizados no voto do Dr. Bravin fizeram com que o presidente em exercício, Dr. José Paulo – que tinha votado contra o agravo da PIBARA e poderia até promulgar a decisão final – elogiasse e remetesse ao relator, o voto de qualidade a favor do agravo, de modo que os votos contrários pudessem ser revisados.
  • Mas o placar permaneceu inalterado e o presidente da PIBARA, pastor Luciano Estevam Gomes, afirmou que seriam avaliados os próximos passos para recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

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